"As outras doenças não foram de férias." Pais devem continuar a vacinar os filhos

Apesar das recomendações para não sair de casa os pais não devem descurar a vacinação das crianças, alerta a Ordem dos Médicos.

"As doenças não foram de férias", lembra Jorge Amil Dias, presidente do Colégio da Especialidade de Pediatria da Ordem dos Médicos. Apesar do estado de emergência, os pais têm de continuar a cumprir o plano de vacinação dos filhos.

Esta quinta-feira, o Jornal de Notícias escreve que a pandemia do novo coronavírus levou a uma redução de 8500 crianças vacinadas por dia na semana.

Em declarações à TSF, o também pediatra Jorge Amil Dias diz compreende o receio dos pais em sair à rua e levar crianças para locais com grande aglomeração de pessoas, mas lembra que a vacinação é indispensável.

"É necessário continuar, não só a tratar do risco de hoje ou amanhã apanharmos uma doença, mas também do risco de apanhar outras doenças igualmente muito graves", alerta.

O presidente do Colégio da Especialidade de Pediatria da Ordem dos Médicos recomenda aos pais que contactem os respetivos centros de saúde para agendar a vacinação dos seus filhos.

"Seria trágico que depois desta crise toda, desta pandemia, tivéssemos o ressurgimento doenças como o sarampo", consideradas praticamente extintas, com elevado risco de mortalidade para crianças.

Segundo o JN, na semana passada foram administradas cerca de 48 mil vacinas do Programa Nacional de Vacinação nos agrupamentos de centros de saúde. No mesmo período da semana anterior tinham sido 74 mil, o que representa uma quebra média de 8500 mil vacinas por dia - não há registo de uma curva tão baixa.

Também a Direção-Geral da Saúde (DGS) alertou esta quarta-feira que a vacinação até aos 12 meses é prioritária, não devendo ser adiada. Nas vacinas seguintes há mais flexibilidade.

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