"As plataformas são seguras." Burlas com falsos arrendamentos online estão a aumentar

A comissária da PSP Sónia Martins diz à TSF que se deve evitar os contactos fora das plataformas de arrendamento.

As burlas com falsos arrendamentos online têm vindo a crescer e, para combater isso, a Polícia de Segurança Pública (PSP) estabeleceu uma parceria com a plataforma Airbnb.

A PSP sublinha que para fazer uma reserva segura, com garantias de reembolso em caso de imprevistos, é importante utilizar plataformas de arrendamento, visto que os contactos fora das plataformas podem dar mau resultado.

"As plataformas são seguras. A pessoa tem é que evitar contactar o anunciante fora das plataformas. Por vezes, a pessoa procura negociar o preço ou obter um desconto, então tenta contactar fora da plataforma. A maior parte das vezes por mensagens por Whatsapp ou e-mail, mas aquilo que parece uma boa oferta acaba por ser um prejuízo muito grande", avisa à TSF a comissária Sónia Martins.

O objetivo da parceria é aconselhar os consumidores de forma a que evitem ser vítimas deste tipo de crime e os conselhos passam pela atenção que se deve ter no momento da reserva.

Além disso, é importante desconfiar de ofertas pouco realistas. "Isso é um dos principais iscos dos burlões. Colocar anúncios em que as ofertas estão muito abaixo do valor de mercado. Isso acontece tanto para arrendamentos para férias, como para arrendamentos de longa duração. Uma opção muito abaixo dos valores praticados naquela área, a pessoa deve desconfiar", explica Sónia Martins.

Mas também há cuidados a ter no momento do pagamento: "Nunca deve efetuar o pagamento movida pelo sentimento de urgência. Deve evitar isso, fazer uma pesquisa mais cuidada sobre se realmente o imóvel existe, se existe naquela morada em que está a ser anunciado, se o proprietário é aquele."

A apresentação do anúncio também é um fator a ter em conta, visto que pode haver pormenores que indiciem que não passa de uma burla.

"A forma como o anúncio é redigido. Muitas vezes os burlões não são nacionais - alguns deles são estrangeiros - recorrem a tradutores automáticos para redigir os anúncios. Isso é percetível na leitura do anúncio, porque tem erros ortográficos, porque não é um português correto. Também as fotografias que são colocadas: por vezes poucas fotografias, há uma fotografia de exterior e depois não apresentam fotografias de interior. Isso também é um sinal de alerta. O próprio endereço: a pessoa quando está a fazer pesquisas deve confirmar que realmente está correto, porque, por vezes, basta uma pequena variação", refere a comissária da PSP.

Apesar de este ser um crime de que "as pessoas acabam por sentir vergonha de dizer que foram vítimas", a PSP pede que sejam denunciadas. "Muitas vezes as pessoas acabam por não denunciar por achar que não vale a pena ou movidas por esse sentimento de vergonha e nós, polícia, deixamos de ter a verdadeira perceção do fenómeno", esclarece.

Os números das burlas online já são altos, mas a comissária Sónia Martins acredita que se todos os casos fossem denunciados, a estatística dispararia.

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