Assistência a pais e familiares diretos. Deco quer apoios para quem falte ao trabalho

A proposta tem como base o mecanismo já existente de assistência aos filhos que prevê que as faltas ao trabalho sejam justificadas e compensadas.

A Deco quer que o Governo crie um apoio para pessoas que tenham de faltar ao trabalho para prestar assistência a pais e familiares diretos. Em declarações à TSF, Bruno Santos, da Deco, diz que a proposta é baseada nas ajudas já existentes para apoiar os filhos e que permitem que as faltas ao emprego sejam justificadas e compensadas com uma prestação social.

Aquilo que a Deco pretende é que "se crie um mecanismo para assistência a pais e outros familiares que consista, por exemplo, na atribuição de 15 dias anuais de subsídio compensatório através da segurança social".

De acordo com Bruno Santos, este mecanismo permitiria "aos filhos acompanharem os pais a uma consulta ou a um tratamento, evitando que eles faltem a esse tipo de assistência porque não têm quem vá com eles ou não tenham capacidade de se deslocar".

Atualmente, as faltas ao trabalho para acompanhar pais ou familiares diretos a consultas e tratamentos implica a perda de salário. Bruno Santos, da Deco, considera que a proposta de alargamento dos apoios não é abusiva e pode também contribuir para a paz social entre as empresas e os trabalhadores.

"As empresas em Portugal também de alguma forma irão beneficiar deste mecanismo que é concedido aos seus trabalhadores. Acreditamos francamente que não será um motivo de conflitualidade e estamos aqui a falar de 15 dias por ano, não estamos aqui a falar de 10 meses num ano", afirma.

Num repto que foi enviado aos partidos e parceiros sociais, a Deco espera que a proposta seja aceite pelo Governo.

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