"Aumento de estudantes no Ensino Superior é sinal de responsabilidade para todos"

Ministro mostra-se satisfeito com a entrada de mais de 51 mil novos estudantes no ensino superior, o número mais elevado dos últimos anos.

O número de estudantes colocados na primeira fase de acesso do Ensino Superior aumentou 15% face ao ano passado. Mais de 51 mil caloiros conseguiram colocação numa universidade pública. As médias mais altas, tal como se sucedeu nos últimos anos, foram registadas em Lisboa. No Instituto Superior Técnico, o último candidato a entrar em Engenharia Aeroespacial e Engenharia Física e Tecnológica teve uma média de 19,3 valores.

Esta foi a média também registada no curso de Engenharia e Gestão Industrial, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. É nesta instituição que estão concentradas as notas mais altas: há 16 cursos de licenciatura e mestrados na lista dos 50 cursos mais procurados.

Em declarações à TSF, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, considera que o aumento de estudantes nas universidades e politécnicos é um bom sinal para todos.

O governante espera que os alunos e instituições aproveitem a oportunidade de crescer, que não haja abandono escolar e destaca a variedade de opções em termos de cursos, que nunca foi tão grande. "Há muita diversificação na escolha dos estudantes. Isto é muito importante porque é um sinal de maturidade das famílias nas suas opções, muito diversificadas em todo o país. Acho que é um sinal positivo, de responsabilidade para todos", disse.

"Há um aumento muito grande de estudantes que optam por competências digitais, um aumento de 13%", acrescenta Manuel Heitor.

O ano letivo que agora começa terá de ser adaptado para fazer face à pandemia. Tanto no ensino, que passa a ser mais digital, como no relacionamento dos estudantes. É por isso que o ministro apela que se acabe com a "humilhação das praxes".

"A integração dos estudantes tem de ser apenas com motivos de abertura num espaço cultural, através de iniciativas de âmbito cultural, desportivo, científico, debates intergeracionais e nunca assumir aquilo que são pseudo-tradições académicas de forma humilhante. A humilhação tem de ser repudiada a todos os níveis também no ingresso no Ensino Superior", sublinha.

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