Autarca de Bragança concorda com restrições mas pede ajuda para setor económico

Concelho de Bragança está incluído na lista de 121 concelhos considerados de risco face ao avanço da pandemia Covid-19 e que vão ficar sujeitos a medidas restritivas, nomeadamente o dever cívico de recolhimento domiciliário.

O presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, afirmou esta segunda-feira que concorda com a inclusão do concelho no mapa de risco e considerou que as medidas sanitárias "estão bem definidas", mas pede ajuda para a atividade económica.

O concelho de Bragança está incluído na lista de 121 concelhos considerados de risco face ao avanço da pandemia Covid-19, e que vão ficar sujeitos a medidas restritivas, nomeadamente o dever cívico de recolhimento domiciliário, a partir de quarta-feira.

De acordo com os últimos dados que o presidente da Câmara tinha disponíveis, relativos a sexta-feira, o concelho com cerca de 33 mil habitantes contabilizava 351 casos ativos, "uma boa parte" concentrada nos lares da Misericórdia de Bragança.

Com estes dados, salientou o autarca, o concelho ultrapassa "claramente aquele número dos 240 infetados por cada 100 mil habitantes".

Segundo Hernâni Dias, as medidas ditadas pelo Governo "estão bem definidas", mas que "há uma questão que tem de ser acautelada, que é a questão económica".

"Acho que o Governo também tem que definir algum tipo de ajuda no sentido de evitar todos estes problemas económicos decorrentes desta situação e que se consiga preservar o emprego por forma a que não haja cada vez mais problemas sociais como é expectável que aconteça se não for feito", declarou à margem de uma visita à tenda de testes a funcionar desde esta segunda-feira na cidade.

O comércio e restauração mantém-se aberto, mas o Governo decidiu proibir a realização de feiras e mercados, uma medida com a qual o autarca concorda, apesar de salientar que até agora "não há notícia de que alguma coisa que ali tivesse acontecido", tanta na feira na tradicional, como no mercado com produtores locais, que funciona em paralelo todas as sextas-feiras, na cidade de Bragança.

"A esmagadora maioria dos feirantes vêm da área do Grande Porto o que significa que obrigaria aqui a uma grande deslocação e muito movimento de pessoas. Eventualmente a feira poderia ser um foco para a disseminação da doença", afirmou.

O distrito de Bragança tem pouco mais de 120 mil habitantes e cinco dos 12 concelhos incluídos no mapa de risco da pandemia Covid-19, concretamente Bragança com mais de 300 casos de infeção, Vila Flor, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros com cerca de 60 a 70 casos e Alfândega da Fé com cerca de 30.

Desde o início da pandemia, o distrito totaliza perto de 1.600 casos de infeção pelo novo coronavírus confirmados e cerca de 60 mortes associadas à Covid-19

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