Autocarros da Carris Metropolitana começam a circular em cinco concelhos da margem Sul

Novos autocarros começam a operar em Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal.

Os novos autocarros amarelos da Carris Metropolitana começam esta quarta-feira a operar em Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, um primeiro passo para uniformizar os transportes rodoviários de passageiros em toda a Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Os autocarros destes concelhos têm também a partir desta quarta-feira uma nova numeração das carreiras, novos horários, uma redução de 902 tipos de bilhetes para apenas três, novo "design" nos passes e bilhética e algumas, embora poucas, alterações à localização das paragens.

À TSF, Rui Lupo, administrador dos transportes metropolitanos de Lisboa, admite que ainda há detalhes que têm de ser melhorados, por exemplo, as indicações nas paragens dos autocarros.

"Era mais fácil terem essa informação mais visível e fosse mais claro aquilo que é o número do autocarro novo que têm que apanhar na paragem", afirma, sublinhando que, "na verdade, a maior parte das paragens não muda, ou seja, as rotinas quotidianas não mudam".

"Eu apanhava o autocarro naquela paragem e, de grosso modo, continuo a apanhar na mesma paragem onde apanhava ontem. Isso não tem uma alteração significativa. O número muda, era preciso mudar os números para homogeneizar essa realidade na Área Metropolitana de Lisboa e, portanto, também fomos produzindo informação que ajudasse as pessoas a perceberem essa matéria", explica.

Rui Lupo acrescenta que, no que diz respeito à responsabilidade do prestador de serviços, "o operador de transporte que presta o serviço à Carris Metropolitana, por questões que têm a ver com o fornecimento de matérias-primas, ainda não conseguiu por em todos os sítios. Temos o compromisso que nas próximas semanas vai continuar a por e a espalhar essa informação".

A sessão que vai assinalar o primeiro dia de funcionamento da nova operadora metropolitana de transportes decorre hoje em Azeitão.

Autarcas, dirigentes da AML e o secretário de Estado da Mobilidade, Jorge Delgado, partem de Santa Apolónia, em Lisboa, e irão de transportes públicos - metro e comboio - até Setúbal, seguindo depois para Azeitão a bordo de um dos novos autocarros amarelos.

A nova operadora metropolitana foi criada para uniformizar o serviço público rodoviário nos 18 municípios da AML.

Foram criadas quatro zonas de operação, duas envolvendo municípios da margem norte e outras duas na margem sul do Tejo.

A "área 1" inclui Amadora, Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra, a "área 2" Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira, a "área 3" Almada, Seixal e Sesimbra e a "área 4" Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal.

A operação começa precisamente pela última área, porque, segundo Carla Tavares, presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa, "era a mais deficitária" do ponto de vista do transporte rodoviário e da ligação aos outros meios de transporte.

Nas restantes áreas, a operação começará dentro de um mês, em 1 de julho.

Há, no entanto, três municípios que são exceção: Barreiro, Lisboa e Cascais estarão ligados aos restantes concelhos porque serão interfaces dos autocarros da Carris Metropolitana que vêm de outros municípios. Porém, o serviço de transporte de passageiros dentro destes três municípios vai continuar a ser assegurado pelas respetivas transportadoras municipais: dentro do concelho do Barreiro serão os Transportes Coletivos do Barreiro, em Lisboa a Carris e em Cascais a MobiCascais.

A entrada em funcionamento faseada do novo sistema rodoviário de transportes na AML permitirá fazer alguns "ajustamentos" e otimizar a resposta "para que depois em setembro, quando começar o ano letivo, tudo esteja já mais agilizado", explicou Carla Tavares.

Nos concelhos do distrito de Setúbal onde hoje começa a operação, foram criadas 62 linhas novas, num total de 153 linhas, há 365 percursos com reforço de horários e 230 autocarros, com uma média de idade inferior a um ano e meio, mais modernos do ponto de vista ambiental, com "wifi" e ligação USB.

No "site" www.carrismetropolitana.pt está disponível um conversor, que permite saber qual o novo número do autocarro que o passageiro apanhava até aqui, além de ser possível consultar os horários.

Houve também um reforço dos espaços onde se podem comprar presencialmente bilhetes e carregar passes, num total de 56 agentes só nesta área.

As alterações aos transportes rodoviários nesta região começaram há mais de três anos, com a criação, em abril de 2019, do novo passe Navegante, que reduziu para 40 euros o máximo do valor do passe Metropolitano, entre concelhos, e para 30 euros o valor máximo do passe municipal em cada um dos 18 concelhos da AML.

Entretanto a AML, como autoridade de transporte, constituiu uma nova empresa, a Transportes Metropolitanos de Lisboa, que vem agora harmonizar os transportes rodoviários na área metropolitana através da marca Carris Metropolitana.

"Estamos a falar de 1,2 mil milhões de euros [de investimento] para harmonizar toda a resposta de transporte rodoviário na área metropolitana", salientou Carla Tavares.

Para tirar dúvidas, existe uma linha de apoio ao passageiro, através do número 210418880.

* Notícia atualizada às 09h02

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