"Avalanche de preços" na energia. Metalúrgicos assumem situação complicada e pedem apoios

Em declarações à TSF, o vice-presidente da Associação dos Industriais Metalúrgicos pediu mais medidas por parte do Governo para diminuir o impacto da crise energética causada pela Guerra na Ucrânia.

A Guerra na Ucrânia agravou a crise energética a nível mundial. O aumento do preço da energia preocupa todo o mundo, e Portugal não é exceção, o que leva as empresas que estão mais dependentes da energia a exigir um apoio de dois milhões de euros por ano, avança o Jornal de Notícias.

O vice-presidente da Associação dos Industriais Metalúrgicos avisou que, se nada for feito, as empresas vão ficar numa situação muito complicada no próximo ano, devido ao aumento dos preços da energia.

Ouvido esta segunda-feira pela TSF, Rafael Campos Pereira pediu mais medidas por parte do governo, tanto na área do gás, tanto na área da eletricidade, e diz que as que existem têm pouco impacto e "não são relevantes".

"O mecanismo de compensação para tentar diminuir o impacto do aumento dos preços da eletricidade tem sido pouco mais que residual", considera o vice-presidente da associação, considerando a eliminação das tarifas de acesso a "medida mais efetiva" e que mais beneficia as empresas.

Mais que subsídios, Rafael Campos Pereira pede medidas estruturais e diz que muitas empresas perdem dinheiro ao continuarem de portas abertas. "No caso concreto das empresas de cerâmica, vidro ou de tinturaria e na área do setor têxtil, eu diria que não há números suficientes para fazerem face a esta avalanche de preços", afirma.

Na tentativa de solucionar parte do problema, o vice-presidente da Associação dos Industriais Metalúrgicos fala na necessidade de adotar medidas como um "layoff ajustado", "para que as empresas não percam os seus quadros e trabalhadores qualificados".

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