Barcos parados no mar, protesto em terra

Os pescadores que trabalham nas zonas desde Viana do castelo até à Figueira da Foz protestam contra o que consideram ser uma" fiscalização excessiva". Os barcos param durante 24 horas.

Os pescadores e armadores estão concentrados frente à Docapesca na Póvoa de Varzim num protesto contra o que dizem ser uma" perseguição e fiscalizações constantes" por parte da Unidade de Controlo Costeiro ( UCC) da GNR.

Horários de trabalho e mapas de férias são algumas das exigências que a GNR faz aos barcos. No entanto, os armadores dizem não poder cumprir as mesmas normas que se praticam em terra visto ser um setor que está sujeito às condições do tempo. A existência de trabalhadores indonésios a bordo por falta de mão-de-obra nacional é outro dos problemas levantados pelas autoridades. " Os trabalhadores que estão a trabalhar a bordo das embarcações não vêm ilegalmente!", indigna-se o armador José Luís Silva.

De acordo com declarações deste armador à TSF, a GNR " diz que [ esses trabalhadores] não têm documentos que provem que estão a trabalhar nas embarcações". O mesmo armador afirma que têm apelado à administração e que os assuntos estão a ser resolvido, por isso não entendem a "perseguição".

" A lei do trabalho de terra não pode ser aplicada no mar", alega. " A gente não pode ter turnos e horários de trabalho, temos que trabalhar conforme as condições" do tempo e do mar. " Estamos revoltados porque um setor que nunca abandonou o País está a ser bombardeado com esta situação", afirma.

Segundo os armadores há situações laborais que estão a ser resolvidas pela Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM),por isso não entendem a fiscalização constante a que estão sujeitos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de