Bares e discotecas reabrem esta sexta-feira a partir das 22h00

Para entrar nestes espaços, os clientes têm de apresentar um teste negativo à Covid-19, com exceção de quem "demonstrar ter sido vacinado há pelo menos 14 dias com uma dose de reforço" contra a doença.

Os bares e discotecas voltam a abrir esta sexta-feira à noite, após novo encerramento de três semanas devido à Covid-19, com os clientes sem dose de reforço da vacina a terem de apresentar teste negativo para entrar.

Segundo a Resolução do Conselho de Ministros de 06 de janeiro, os bares e as discotecas que estão fechados desde 25 de dezembro têm autorização para abrir esta sexta-feira a partir das 22h00.

Estão em causa "bares, outros estabelecimentos de bebidas sem espetáculo e estabelecimentos com espaço de dança, ainda que esses estabelecimentos estejam inseridos em estabelecimentos turísticos", segundo o texto da resolução com as alterações mais recentes das "medidas aplicáveis no âmbito da pandemia da doença da Covid-19".

José Gouveia, presidente da Associação Nacional de Discotecas, espera casa cheia.

"Estávamos com alguns receios que se fosse dilatar o prazo de encerramento das discotecas, que o mês de janeiro já fosse perdido e nós agora estamos preparados para perceber que mercado vamos encontrar, porque há uma série de condicionantes, nomeadamente o número de pessoas que, neste momento, tem alguns receios e perceber de que forma é que as pessoas estão a reagir a estes números que se têm vindo a apresentar nos últimos dias", admite, em declarações à TSF.

"Aquilo que nós esperamos é realmente casa cheia, porque no período em que estivemos encerrados e que as pessoas não puderam festejar a passagem de ano e estiveram privadas das discotecas e bares durante um mês que, por norma, é de festa, acho que existe alguma sede para sair", considera.

José Gouveia conta que há discotecas que não vão reabrir esta noite. Os apoios têm chegado, mas são insuficientes.

"Os apoios que estavam previstos para esta época já por si eram desproporcionais e mais desproporcionais se tornaram quando se alargou o tempo de encerramento. Começaram a chegar a semana passada e estão a chegar ao longo desta semana às empresas, mas é muito pouco para o que estas empresas perderam e, neste momento, é tentar recuperar ao máximo e esperar que as pessoas tenham uma afluência às discotecas como nunca visto", afirma.

Para entrar nestes espaços, os clientes têm de apresentar um teste negativo à Covid-19, com exceção de quem "demonstrar ter sido vacinado há pelo menos 14 dias com uma dose de reforço" contra a doença ou de quem tiver um certificado de recuperação.

São válidos testes PCR feitos há menos de 72 horas, rápido com menos de 48 horas ou autoteste feito à entrada.

No mesmo Conselho de Ministros de 06 de janeiro, o Governo decidiu manter a proibição de consumo de bebidas alcoólicas na via pública, com exceção das "esplanadas abertas dos estabelecimentos de restauração e similares devidamente licenciados para o efeito", como se lê na resolução publicada no Diário da República.

No âmbito da contenção da pandemia de Covid-19, com maiores restrições no período do Natal e da passagem do ano, os espaços de diversão noturna (bares, estabelecimentos de bebidas sem espetáculo e estabelecimentos com espaço de dança) permaneceram fechados desde as 00:00 do dia 25 de dezembro e previa-se que a medida durasse até 09 de janeiro, mas foi prolongada até hoje, às 22:00.

Antes do atual encerramento, os bares e discotecas tinham reaberto em outubro pela primeira vez desde o início da pandemia em Portugal, após 19 meses parados.

Entre outubro e dezembro, para entrar nestes espaços, era preciso apresentar teste negativo antigénio ou PCR ou certificado de recuperação da Covid-19, mesmo no caso de pessoas vacinadas.

Logo no dia 06 de janeiro, as associações que representam este setor dos bares e discotecas manifestaram satisfação com o anúncio da reabertura hoje, embora dizendo que foi penalizador para os bares por mais alguns dias.

Quanto às discotecas, já contavam reabrir apenas no final desta semana, uma vez que só costumam estar a funcionar durante o período do fim de semana ou nos dias anteriores.

Os empresários consideraram também "incongruente" a proibição de beber na rua e lembraram que muitos clientes de bares consomem à porta dos estabelecimentos, o que até é vantajoso no controlo da circulação do vírus da doença.

Outra das críticas dos empresários é a exceção de testes apenas para quem tem já a terceira dose da vacina, atendendo a que quem frequenta mais os bares e as discotecas são grupos etários a quem ainda não está a ser administrado o reforço da vacinação.

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* Notícia atualizada às 09h11

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