Barragens colocam dezenas de espécies em risco no Rio Douro

A associação ambientalista GEOTA quer convencer as autoridades a remover as barreiras.

Dezenas de espécies estão em risco de extinção, no Rio Douro, devido às barragens. A conclusão é do projecto Rede Douro Vivo, da associação ambientalista GEOTA, que fez um estudo sobre a biodiversidade e a qualidade da água do rio.

Uma das espécies ameaçadas é o mexilhão do rio, mas há outras. O coordenador técnico do estudo, Ricardo Próspero, avisa que "há muitas espécies afectadas, principalmente na zona central do Douro, em Espanha e no troço principal do rio".

"Em Portugal ainda temos algumas espécies muito importantes, como o mexilhão do rio ou a toupeira de água. Estão no Rio Tua e no Rio Paiva, é importante proteger essas espécies", alerta.

O estudo envolveu as universidades do Porto e de Trás-os-Montes e Alto Douro, que sugere mesmo a remoção de 11 barreiras ao longo do Douro.

Ricardo Próspero espera convencer a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) a avançar com a retirada das barragens. "Vamos pressionar as autoridades do Estado, nomeadamente a APA, para proceder à remoção sistemática das barreiras através da metodologia que foi definida pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro."

A análise da universidade tem em conta os cursos ecológicos e socioeconómicos. O objectivo da associação ambientalista GEOTA é que a APA proceda à remoção integral das barreiras.

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