"Black friday" nas escolas. Alunos e funcionários em greve esta sexta-feira

Ao protesto dos funcionários não docentes, por melhores condições de trabalho, junta-se a greve dos estudantes, contra as alterações climáticas.

Os trabalhadores não docentes vão estar em greve, esta sexta-feira, pela valorização da escola pública e do papel dos funcionários escolares. É esperado que centenas de estabelecimentos de ensino fechem devido ao protesto, organizado pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS).

Em declarações à TSF, Artur Sequeira, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, admite esperar uma grande adesão dos trabalhadores, a nível nacional.

"Vai haver uma adesão nacional de trabalhadores, largas centenas de escolas fechadas em todo o país", prevê o sindicalista.

Artur Sequeira afirma que os direitos dos trabalhadores não docentes "não estão a ser minimamente respeitados" e que esta paralisação é a reação dos profissionais a essa desvalorização. "É a resposta dos trabalhadores não docentes. É uma luta para alertar a opinião pública sobre a situação da escola pública e sobre a situação dos trabalhadores", adianta.

O dirigente sindical acusa o ministro da Educação de "tapar o sol com a peneira" e pede uma resposta do Governo aos problemas dos funcionários escolares, nomeadamente da agora ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão (a antiga secretária de Estado da Educação, durante última legislatura).

"O ministro da Educação já demonstrou que não quer dizer às pessoas que existem problemas. Está a querer tapar o sol com a peneira", critica Artur Sequeira. "A ministra que tem a pasta da Administração Pública é a que tinha a anterior pasta da Educação, ela tem conhecimento profundo da situação nas escolas. Portanto, só não haverá solução para este problema se não houver vontade política para o resolver", defende.

A greve dos funcionários das escolas coincide com a greve climática, organizada pelos estudantes, em defesa do ambiente.

"O nosso foco para esta greve é sensibilizar para a COP25 [Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas]", disse à TSF Alice Gato, uma das estudantes responsáveis pela organização do protesto. "O grande momento vai ser a COP25, em Madrid."

Os organizadores do protesto apelam aos estudantes que aproveitem a greve dos auxiliares para se manifestarem em defesa do clima. "Acho que até é um motivo para virem, já que não têm faltas", lembra Alice Gato.

A cidade de Madrid vai acolher, de 2 a 13 de dezembro, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, assumindo, durante alguns dias, o papel de capital mundial da luta contra as alterações climáticas.

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