Bombeiros garantem que ambulâncias anunciadas pelo INEM "já existiam"

António Nunes assinala que os meios estão apenas a ser distribuídos de forma diferente, não havendo "um maior número".

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) junta-se às críticas feitas pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar ao anúncio, pelo INEM, de um reforço de 37 viaturas no âmbito do plano para o inverno. Se os técnicos que trabalham nestas viaturas denunciaram que esta pode ser apenas uma operação de marketing - porque os meios já existiam - o líder dos bombeiros segue, na TSF, a mesma linha de raciocínio.

"Não se trata de mais ambulâncias", nota António Nunes, dado que "todas estas que foram anunciadas pelo INEM já existiam, ou como reserva ou como Postos de Emergência Médica (PEM) sazonais".

O que se passou, explica, é que algumas situações "foram prolongadas no tempo", e outras "são novas", mas "não há um maior número de ambulâncias". Todas estas "já estavam disponíveis, mas não na modalidade que agora se quer dizer".

O anunciado reforço já entra nas contas para o atual mês de dezembro, mas António Nunes também alerta que o problema não pode ser curado com remédios sazonais quando é estrutural.

"É uma forma enviesada de tratar o assunto porque não se compreende que se coloque estas situações em temporalidades que não são verdadeiras. São necessidades permanentes que têm de ser resolvidas e que o INEM tem vindo, de algum tempo a esta parte, a não querer resolver e até, nalguns casos, a não reconhecer", critica o líder da LBP.

Os bombeiros identificam, além do problema criado pelos elevados tempos de espera das ambulâncias à porta dos hospitais, que não é novo, algo que tem vindo a interferir, de forma crescente, no dia a dia das corporações.

Se a situação das ambulâncias, para a qual tanto o "anterior Governo como o atual" foram sensibilizados, "é indesejável" do ponto de vista da articulação dos meios de socorro, também os doentes sofrem.

"Permanecem durante longos períodos em macas que não foram concebidas para essa situação. Foram concebidas para o transporte de doentes, não para o atendimento e permanência de doentes, durante várias horas, nesses equipamentos", explica, acrescentando ainda que se tem assistido a "tempos excessivos de espera pela libertação de macas nos hospitais".

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