Braço de ferro entre Câmara Municipal e campistas da praia de Faro

Conflito mantém-se há algum tempo e agravou-se no último ano.

A autarquia deu aos campistas um prazo até final deste mês para saírem de modo a começar obras de requalificação no local. Os utentes do parque de campismo alegam que não têm condições para o fazer e apresentaram esta segunda-feira uma providência cautelar para travar a decisão camarária.

O braço de ferro entre campistas e autarquia mantém-se há algum tempo e agravou-se de há um ano para cá. Na altura a Câmara Municipal de Faro anunciou que iria terminar o contrato de comodato que realizou em 2010 com a Associação de Utentes do Parque de Campismo da Praia de Faro, que previa a gestão do parque por esta entidade.

Mas há cerca de um ano, em setembro de 2018, avisou as pessoas de que teriam de sair. Mesmo assim os campistas decidiram ficar e argumentam que não têm condições para retirar os seus haveres. Entre outros argumentos, afirmam que algumas caravanas têm dimensões demasiado grandes que não permitem passar na ponte que dá acesso à praia. Luís Arsénio, presidente da associação, fala também em casos sociais de pessoas que não têm outro sítio onde viver. "Temos duas pessoas que não têm habitação própria, são doentes e carenciadas", revela. Segundo este representante, a Câmara Municipal tem conhecimento destas situações e terá que as resolver para que os campistas possam sair do local.

Neste parque de Campismo não há rotatividade de utilizadores. Há muitos anos que os utentes utilizam o parque de campismo durante o ano inteiro e nunca retiram as suas tendas ou caravanas.

A associação apresentou esta segunda-feira no Tribunal Administrativo uma providência cautelar para tentar travar a decisão da autarquia mas o presidente da câmara de Faro assegura que vai em frente com a obra de requalificação do parque mesmo que os campistas não saiam." Aquele é um espaço público. No dia 1 de outubro quero começar a obra. Vamos usar os meios legais à nossa disposição, tomar posse do que lá está, retirar e depois imputar custos aos proprietários", garante Rogério Bacalhau.

A Câmara Municipal de Faro admite vir a ajudar os utentes a encontrar soluções para a sua retirada mas não abdica de tomar em mãos a gestão do parque de campismo e de iniciar a sua requalificação.

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