Caçadores estão proibidos de caçar e ameaçam avançar com protestos

As três principais organizações de caçadores acusam o Governo de estar a ser "injusto" ao proibir a caça entre os 121 municípios.

A caça e a pesca estão proibidas nos 121 concelhos que fazem parte dos municípios de maior risco de contágio de Covid-19 durante o estado de emergência. As organizações de caçadores prometem não cruzar os braços e já ameaçam com protesto em Lisboa se continuarem a ser alvo do que adjetivam de "discriminação".

As três principais organizações de caçadores acusam o Governo de estar a ser "injusto" ao proibir a caça entre os 121 municípios, recordando que uma grande parte dos concelhos até é rural.

"Estou na zona de Benavente, que tem uma extensão enorme de zona rural, onde estão empresas que gerem o território, que pagam rendas e taxas ao Estado e que também dinamizam a economia ao nível das unidades de restauração onde vão fazer as refeições", assinala João Carvalho, presidente de Associação Nacional de Proprietários Rurais, assegurando que "não faz qualquer sentido estar a proibir uma atividade que tem tão baixo risco de contágio".

Recorda o dirigente como a própria Direção Geral de Saúde já avançou com um parecer onde admitiu o baixo nível risco de propagação do novo coronavírus na atividade cinegética, por ser praticada ao ar livre e com elevado distanciamento social.

Uma posição que leva os caçadores a reforçarem a contestação à proibição imposta pelo Governo em torno da caça e da pesca lúdica. "Não podemos ir à caça, mas depois estamos autorizados a ir a uma sala de espetáculos ou ao cinema e a um restaurante", sublinha João Carvalho, que fala em nome das três principais organizações de caçadores em Portugal.

Acrescenta que se esta quinta-feira o Conselho de Ministros não levantar as restrições à circulação na atividade cinegética entre os 121 municípios deverão avançar com formas de luta tendo Lisboa como palco privilegiado para se fazerem ouvir. "Obviamente que, com todos os meios legais e possíveis em democracia, estamos a fazer ver que isto é uma injustiça brutal", diz o mesmo dirigente.

Os caçadores relembram ainda o peso da caça na economia nacional, representando receitas anuais de 450 milhões de euros, envolvendo 240 mil caçadores registados.

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