"Cafezinho na Costa"? PSP está a mandar parar quem tente atravessar a 25 de Abril

Quem não apresentar justificação válida às autoridades é "convidado a regressar ao domicílio.

Para evitar "passeios", "cafezinhos" ou abusos das exceções ao dever de recolhimento, a Polícia de Segurança Pública (PSP) está, este sábado, a mandar parar todos os veículos que tentem atravessar a ponte 25 de Abril no sentido Lisboa-Almada ou que circulem na Marginal de Cascais.

À TSF, o Intendente Nuno Carocha, das Relações Públicas do Comando Nacional da PSP, explica que a polícia está a "interpelar cidadãos no sentido de apurar motivos da deslocação, para onde se dirigem e informar nos termos da lei".

Na operação que está a levar a cabo, explica Nuno Carocha, a PSP já detetou que "há um largo e significativo número de pessoas que aproveitam o bom tempo para dar passeios de longa duração, o que não é recomendável".

O controlo da travessia da ponte é autorizado - ou não - tendo em conta a justificação apresentada por cada condutor. Nuno Carocha revela que muitos "trabalham em Lisboa e estão a regressar ao domicílio, ou vice-versa", e que nesses casos é autorizada a travessia.

Questionado sobre como é comprovada essa necessidade de deslocação, a PSP responde que "há documentação que a comprova, pelo que não é muito difícil" perceber e autorizar a deslocação.

Caso a viagem não seja devidamente justificada, explica a polícia, as pessoas "são convidadas a regressar ao domicílio". Nuno Carocha dá mesmo um exemplo prático: "As [pessoas] que dizem que vão só ali à Costa da Caparica tomar um cafezinho são convidadas a regressar ao domicílio."

Nuno Carocha garante que grande parte dos condutores está a acatar as ordens, voltando para trás no caminho que tencionava fazer. Nesta linha, a PSP apela aos condutores e passageiros para "usufruam de forma equilibrada das exceções que a lei prevê" nas deslocações.

Sobre os próximos dias, a PSP garante que "vai haver um reforço destas ações" um pouco por todo o país. Em Portugal, a Covid-19 já fez 100 mortos e infetou 5170 pessoas.

Contactada pela TSF, a GNR explicou que também está a fazer "controlos aleatórios" na A1, A2, A3 e A4.

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