Cai crime de corrupção e branqueamento nos negócios com a Venezuela

O juiz Ivo Rosa indica que "nada indicia que Sócrates tivesse conhecimento antecipado dos contratos que o Grupo Lena estava a negociar na Venezuela".

Tal como nos casos Parque Escolar e TGV, o juiz Ivo Rosa também não vê qualquer ilegalidade nos negócios com a Venezuela. O magistrado refere que, relativamente ao processo de negociação entre a Venezuela e Portugal, "ninguém fez referências a José Sócrates, sendo uma acusação inócua e incongruente".

Ivo Rosa indica que "nada indicia que Sócrates tivesse conhecimento antecipado dos contratos que o Grupo Lena estava a negociar na Venezuela". Mesmo sendo primeiro-ministro, "Sócrates não tinha como saber por antecipação os planos de outro país".

Os contactos entre o Grupo Lena e as autoridades venezuelanas, segundo o juiz, não contaram com a intermediação de Sócrates.

"Nada se extrai da suposta participação de José Sócrates entre a Venezuela e o Grupo Lena. Não há provas", explica Ivo Rosa, e acrescenta que Carlos Santos Silva e Joaquim Barroca "não reconhecem a ligação de Sócrates a estes negócios".

Assim, caem os crimes de corrupção e branqueamento nos negócios do Grupo Lena com a Venezuela para José Sócrates e Carlos Santos Silva.

Seis anos após ter sido detido no aeroporto de Lisboa, o ex-primeiro-ministro José Sócrates e os outros 27 arguidos da Operação Marquês sabem esta sexta-feira se vão a julgamento e por que crimes serão pronunciados.

Além de Sócrates, no processo estão também outras figuras públicas, como o ex-presidente do BES Ricardo Salgado, o antigo ministro socialista e ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos Armando Vara, os ex-líderes da PT Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, o empresário Helder Bataglia e Carlos Santos Silva, alegado testa-de-ferro do ex-primeiro-ministro e seu amigo de longa data.

No processo estão em causa 189 crimes económico-financeiros. A fase de instrução começou em 28 de janeiro de 2019, sob a direção do juiz Ivo Rosa, do Tribunal Central de Instrução Criminal, cuja leitura da decisão é realizada esta sexta-feira, no Campus da Justiça, em Lisboa, sendo esta passível de recurso, caso os arguidos não sejam pronunciados nos exatos termos da acusação.

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