Câmara de Lisboa renova programa de apoio à compra de bicicletas

Na edição do último ano, a autarquia atribuiu mais de 3300 apoios para a compra de bicicletas, num total de 600 mil euros. A nova edição vai permitir candidaturas de entidades sem fins lucrativos e juntas de freguesia do concelho de Lisboa.

Quem estuda, vive ou trabalha em Lisboa vai voltar a ter a possibilidade de receber um apoio de pelo menos 50% do valor de uma bicicleta convencional ou elétrica, comprada numa loja da cidade.

O vereador de Mobilidade, Segurança, Economia e Inovação da Câmara Municipal de Lisboa, Miguel Gaspar, afirma que, depois de ter recebido mais de 3600 candidaturas no último ano, a autarquia decidiu renovar o programa.

"Vamos levá-lo à próxima reunião de câmara, que é na próxima semana. Tudo correndo bem, contamos com a sua aprovação", afirma à TSF.

Depois disso, Miguel Gaspar acredita que o programa reabra "até ao final do mês de fevereiro ou início de março, o mais tardar".

O programa do ano passado decorreu até novembro e ajudou à compra de 3300 bicicletas. Quem adquiriu uma bicicleta depois de novembro, vai poder candidatar-se este ano para conseguir o apoio retroativamente.

A nova edição do programa de apoio à aquisição de bicicletas para uso citadino vai manter as mesmas regras, havendo algumas novidades.

"Vamos apoiar bicicletas de carga, sem assistência elétrica - têm este nome mas são bicicletas que também servem para o transporte de crianças. Até agora, estávamos a apoiar as elétricas e vamos passar a apoiar também aquelas que não são elétricas", explica Miguel Gaspar.

Além disso, o programa vai ficar disponível também a entidades sem fins lucrativos e juntas de freguesia do concelho de Lisboa, apoiar a compra de acessórios de segurança e transporte de crianças na bicicleta e a reparação de bicicletas usadas.

"Vamos apoiar materiais para pequenas reparações de bicicletas, que foi algo que foi pedido por pessoas que tinham bicicletas que queriam voltar a pô-las a andar e tinham uma pequena manutenção. Vamos apoiar 50% das despesas até a um limite de 80 euros", explica.

O autarca considera que programas como este, em conjunto com a rede de ciclovias, formação e estacionamento para bicicletas, contribuem para uma mobilidade mais ativa na cidade de Lisboa.

"Houve uma quebra na utilização do transporte individual porque as pessoas ficam em casa. Houve uma quebra no transporte público e este modo de transporte das bicicletas aumentou. Nós lemos isto também como uma vontade que as pessoas têm de procurar novas formas de viver a cidade", afirma.

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