"Câmara irá fazer uma fiscalização." Marquise de Ronaldo pode ter de ser demolida

Presidente da secção regional da Ordem dos Arquitetos de Lisboa e Vale do Tejo lamenta que este seja apenas mais um exemplo de um comportamento que acontece um pouco por todo o país.

Cristiano Ronaldo pode ter de demolir a obra que fez no topo do prédio perto do Marquês de Pombal, em Lisboa. Helena Botelho, presidente da secção regional da Ordem dos Arquitetos de Lisboa e Vale do Tejo, afirmou que se a inspeção anunciada por Medina descobrir alguma ilegalidade, a marquise do jogador pode ter de desaparecer.

"Poderá ser demolida, sim. O que vai acontecer é que a câmara irá fazer uma fiscalização ao local. Aliás, vi ontem uma entrevista do presidente Fernando Medina na SIC em que falava precisamente disso. Depois, se não houve esse licenciamento - tudo indica que não - e se o volume que está ali construído não cumprir aquilo que está estabelecido na legislação é obrigado a demolir, naturalmente", explicou à TSF Helena Botelho.

A arquiteta lamenta que este seja apenas mais um exemplo de um comportamento que acontece um pouco por todo o país.

"Estes casos fazem-nos olhar para os outros casos todos e, de facto, as nossas cidades estão completamente desvirtuadas por causa deste tipo de alterações. Todos têm conhecimento de um vizinho que fez uma marquise ou outro volume em cima do edifício e, além das questões legais, existem as questões técnicas. Temos de perceber se a estrutura do edifício aguenta estas alterações, se não há nenhum problema estrutural", afirmou a presidente da secção regional da Ordem dos Arquitetos de Lisboa e Vale do Tejo.

O código de direitos de autor obriga a que o arquiteto seja consultado para qualquer alteração ao projeto inicial, tal como os vizinhos e o condomínio. O edifício, da autoria do arquiteto José Mateus, está nomeado para um prémio internacional.

O arquiteto considerou, entretanto, através de uma publicação nas redes sociais, que não vai "assistir parado" ao "desrespeito e à conspurcação de forma ignóbil" daquele edifício "sem ter cumulativamente a anuência dos arquitetos, dos vizinhos e sem projeto aprovado" pela autarquia.

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