Caminhos secundários e pedonais em Ovar sem controlo

O estado de calamidade em Ovar vigora até ao dia 2 de abril.

Há quem continua a furar o cerco sanitário a que Ovar está sujeito, denuncia o autarca de Espinho. Joaquim Pinto Moreira viu-se, esta manhã, forçado a colocar os serviços municipais a controlarem as estradas secundárias e os caminhos pedonais que ligam os dois concelhos.

Joaquim Pinto Moreira diz que ontem reuniu com o comando distrital da PSP e da GNR, para alertar para esta situação, mas são muitos os que continuam a não respeitar os limites à circulação. Esta quinta-feira, os serviços municipais avançaram para o terreno.

"Estão eles próprios a controlar e, eventualmente, vamos vedar os acessos menos conhecidos das autoridades, mas que sabemos que são usados pela população nestas ligações fronteiriças, sobretudo em Paramos e Esmoriz, que são contíguas. Isto é muito preocupante, há pessoas que continuam a conseguir atravessar de um concelho para o outro. O que se passa do lado de Ovar preocupa-nos muito", avança em entrevista à TSF.

O presidente da Câmara Municipal de Espinho afirma que muitas IPSS e empresas do concelho estão a enfrentar graves dificuldades na sequência da declaração do estado de calamidade em Ovar. Pinto Moreira diz que muitos dos funcionários residem neste concelho vizinho e não há recursos humanos quer no apoio a idosos quer em setores estratégicos.

"Há, por exemplo, uma empresa que produz sacos de papel para o setor agroalimentar, que é essencial e tem que continuar a produzir. É uma empresa que fica muito próxima da fronteira entre os dois concelhos e cuja mão-de-obra é essencialmente de Ovar e tem setores de produção que estão seriamente afetados e pode causar constrangimentos no fornecimento dos seus produtos."

A partir de outro exemplo, o autarca refere outros funcionários: "Falo também do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Espinho, que tem algumas técnicas especialistas na área da geriatria, no acompanhamento dos idosos e que residem em Ovar e estão impedidas de exercer o seu trabalho no local. Não são profissões que se exerçam por teletrabalho".

O presidente da Câmara Municipal de Espinho tem sugerido o recurso ao banco local de voluntariado ou ao trabalho temporário para fazer face a estas dificuldades.

O estado de calamidade em Ovar vigora até ao dia 2 de abril.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de