Campanha de testes rápidos começa esta quarta-feira. Escolas não sabem de nada

Em declarações à TSF, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas está à espera de receber informação sobre a realização dos testes rápidos nas escolas.

A Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas garante que não tem conhecimento sobre a forma como vai decorrer a campanha de testes rápidos nas escolas com ensino secundário, de concelhos de risco extremamente elevado. Ouvido pela TSF, Filinto Lima sublinha que, até ao momento, as escolas foram apenas informadas de que a campanha vai arrancar esta quarta-feira e nada mais.

"Sinceramente, quero ver para crer porque já em outubro e novembro o Governo prometeu esses testes rápidos. Criou expectativa nos pais, nos professores, nas comunidades escolares, só que, até agora, não conhecemos essa medida. Ou seja, é mais um anúncio muito concreto de que amanhã irão começar os testes rápidos. Não sabemos onde, não sabemos quem os vai aplicar, porque isso supõe um ato médico, e estamos à espera de indicações nas próximas horas", afirmou.

Também o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares confessa que desconhece como é que o processo se vai desenrolar. Em declarações à TSF, Manuel Pereira sublinha apenas que esta era uma medida há muito tempo esperada. "Os testes são algo que estão a pedir há muito tempo, no sentido de tentar isolar os casos positivos e a maior parte deles assintomáticos. Acho que é uma boa medida, atendendo à situação tão grave vivida com a pandemia", elogia.

"Não sou pessimista, toda a situação é dinâmica, e não tenho nenhum problema em que as medidas vão sendo tomadas à medida que se tornam urgentes. Não sei se é tarde ou cedo, tarde será amanhã, hoje provavelmente virá a tempo", acrescenta Manuel Pereira.

Questionado sobre o anúncio do primeiro-ministro, que admitiu no Parlamento ordenar o encerramento das escolas se for predominante a variante do Reino Unido em Portugal, Filinto Lima sublinha que essa será sempre uma decisão do Governo, garantindo que as escolas estão preparadas para mandar os alunos para casa.

Já Manuel Pereira estranha que exista na população a sensação de que o confinamento só será respeitado se as escolas fecharem. "Se os cientistas e os técnicos chegarem à conclusão de que é preciso fechar as escolas para proteger a saúde, não temos nada contra, pensamos que será uma boa medida. Também achamos que, psicologicamente, a população pensa que, enquanto os alunos estão na escola, é seguro andar na rua. Parece que só respeitarão as ordens do Governo se as escolas forem encerradas", lamenta.

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