Carne, leite e pão não vão faltar nos supermercados

A garantia é dos produtores. Apesar da escassez que se tem notado em alguns estabelecimentos comerciais de norte a sul do país, a carne, o leite e o pão vão continuar a entrar no mercado português.

As constantes filas à porta dos supermercados e a entradas nos estabelecimentos a conta-gotas, de forma disciplinada, com a devida distância higiénica, são acontecimentos que dificilmente ainda causam estranheza a alguém. O que tem causado ansiedade, por estes dias, a muitos portugueses é mesmo o receio de deixar de ser possível comprar os produtos habituais colocados à mesa.

É cada vez mais recorrente, encontrar supermercados (principalmente nos subúrbios das grandes cidades) que mais parecem lojas em liquidação, com prateleiras vazias ou quase, os produtores de carne, leite e pão deixam palavras que sossegam.

"Não há motivos para ter receio", garante Albertino Santos, presidente dos Industriais de Panificaçao, Pastelaria e Similares de Lisboa que lembra que "as padarias estão para servir a população e enquanto tivermos farinha estamos presentes".

Albertino Santos esclarece que os padeiros têm-se "protegido dentro do possível, com hábitos de higiene reforçados" e que não vão parar até porque "não têm mãos a medir".

O dirigente dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares de Lisboa considera que há várias explicações para alguma escassez de pão, principalmente nos supermercados: "desde logo, o açambarcamento e o medo do fecho de todas as lojas".

Albertino Santos nota ainda que "desde que foi decretado o estado de emergência diminuiu a compra de pão" porque há menos pessoas a saírem à rua.

Carne e leite vão continuar nas prateleiras

Para além do pão, a pandemia, não vai também travar a venda de carne e leite. Quem o diz é Rui Sousa, presidente da Leicar - Associação de Produtores de Leite e Carne.

"Continuamos em condições de produzir e iremos fazê-lo sem qualquer tipo de constrangimento e em completo sentido de missão".

A escassez ou falta de abundância de carne em alguns estabelecimentos comercias "acontece sobretudo nas grandes superfícies e deve-se a uma alteração nos canais de distribuição. Os consumidores deixaram de ir aos restaurantes e passaram a ir comprar carne apenas aos supermercados".

Apesar de até agora os produtores não sentirem dificuldades acrescidas admitem que "por causa da Covid-19, houve um aumento do custo da produção" e admitem que a exportação de carne portuguesa "pode ficar comprometida".

"Muitos dos animais iam para Espanha e se a DGAV não emitir certificados os animais poderão ficar retidos cá, o que pode causar constrangimentos nos centros de abate e até no fornecimento".

Rui Sousa não quer ser pessimista e antecipar um cenário muito diferente do atual e para já prevê que haverá carne para todos os consumidores.

Quanto à venda de carne a um preço acima do normal, o Presidente da Associação de Produtores de Leite e Carne garante que não tem até ao momento conhecimento de nenhum caso concreto de especulação.

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