Carregado pertence à AML mas tem barreira de controlo. "As pessoas ficaram com a vida cortada"

O Carregado faz parte da AML, e, ainda assim, foi montada na localidade uma barreira de controlo. O candidato do PSD à Câmara de Alenquer não aceita uma área metropolitana desenhada a régua e esquadro em Lisboa e enviou uma carta a António Costa.

Nuno Miguel Henriques, o candidato do PSD à Câmara de Alenquer, denunciou o que considera um problema criado desnecessariamente na zona do Carregado, ao longo deste fim de semana de proibição de entradas e saídas da Área Metropolitana de Lisboa.

O Carregado faz parte da AML, e, apesar disso, foi montada na localidade uma barreira de controlo. Nuno Miguel Henriques não aceita uma área metropolitana desenhada a régua e esquadro em Lisboa e disso deu conta ao gabinete do primeiro-ministro. O social-democrata elenca exemplos de "pessoas que estão a tirar formação num lado e estão a viver no outro e que tiveram de voltar para trás", e de outras "que iam ao comércio de um lado comprar determinadas coisas".

Na perspetiva de Nuno Miguel Henriques, a situação foi mal pensada já que o "acesso a uma autoestrada está num lado, no Carregado, a A1; outra está mais à frente".

"Estamos a falar de metros, não estamos a falar de quilómetros. Isso não pode ser decidido a regra e esquadro, em Lisboa, por um Governo que não vê a realidade."

Nuno Miguel Henriques confirmou que não teve qualquer resposta do gabinete do primeiro-ministro, e por isso pede um olhar mais atento que permita descobrir a que mapa pertence o Carregado: "O Carregado tem até a particularidade de a sua estação ferroviária estar fora do próprio concelho atual. Está na Área Metropolitana de Lisboa."

"As pessoas têm uma vida comum, entre o concelho de Vila Franca de Xira e o concelho de Alenquer, principalmente o Carregado. Uns trabalham num lado, outros estão no outro a viver, e vice-versa." O candidato do PSD considera que se impõem "questões de relações familiares e de negócios", pelo que "não se pode tratar por igual o que é diferente".

É preciso repensar o mapa de Alenquer, nem que seja por um referendo municipal no futuro, insiste o candidato do PSD à Câmara de Alenquer. "Temos de apelar para que existam medidas de prevenção de saúde pública e igualmente um investimento maior nos meios, que se tem de fazer".

Nuno Miguel Henriques exorta o primeiro-ministro a considerar uma divisão por freguesias, que frature o concelho a meio. "Não temos regionalização feita, e já nos estão a impor uma regionalização. As pessoas ficaram com a vida cortada", critica.

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