"Carreiras pouco atrativas." Militares querem que reforço de meios para as Forças Armadas se concretize

Associação de Praças e Associação Nacional de Sargentos esperam que o investimento não se limite a mais equipamento, pois os recursos humanos são a base das Forças Armadas.

Os militares esperam que as palavras do Presidente da República não sejam em vão e exista um reforço de meios para as Forças Armadas. Marcelo Rebelo de Sousa referiu que é necessário investimento para que a falta de meios não se perpetue e Paulo Amaral, presidente da Associação de Praças, manifestou no Fórum TSF total concordância com o chefe de Estado. Agora espera que o investimento não se limite a mais equipamento, pois os recursos humanos são a base das Forças Armadas.

"Temos, neste momento, mais saídas do que entradas nas fileiras, ou seja, não há ainda matéria para se reter os jovens nas Forças Armadas. As carreiras são pouco atrativas, a tabela salarial não é revista há imensos anos, estamos cada vez mais a caminhar para umas Forças Armadas com o salário mínimo nacional e as palavras do Presidente têm de passar aos atos. O Governo deveria ter em atenção aquilo que o Presidente da República e comandante supremo das Forças Armadas disse sobre essa matéria no discurso de ontem", explicou à TSF Paulo Amaral.

Já a Associação Nacional de Sargentos critica a falta de dinheiro para as Forças Armadas, que nota no Orçamento do Estado. António Lima Coelho, presidente desta associação, reprova também a manifestação súbita da classe política face a um conjunto de problemas que são crónicos.

"Depois dos cortes brutais que foram feitos em termos de material, orçamentos e nas pessoas, agora estão todos muito preocupados e vem todo o mundo a correr tentar tapar os buracos que dificilmente serão tapados em tão curto espaço de tempo. O Presidente da República fala muitas vezes das Forças Armadas dos militares e dos militares, diz que são os melhores do mundo, mas raramente se foca naqueles que são os problemas efetivos com que se confrontam os militares nos dias de hoje. O Orçamento do Estado é mais uma peça da comissão liquidatária, não temos a mais pequena dúvida", acrescentou António Lima Coelho.

O Presidente da República insistiu na segunda-feira em Madrid na necessidade de os portugueses "entenderem" a importância de dar mais meios às Forças Armadas para que depois o poder político possa tomar decisões nesse sentido.

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