Casa Tait no Porto: duas árvores seculares de interesse público

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas classificou como arvoredo de interesse público um tulipeiro-da-virgínia e uma magnólia-sempre-verde.

A classificação de interesse público de um exemplar da espécie Liriodendron tulipifera L., de nome comum tulipeiro-da-virgínia, e de um exemplar da espécie Magnolia grandiflora L., de nome comum magnólia-sempre-verde, situados na Casa Tait, na União de freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, surge após proposta da Câmara Municipal do Porto.

A proposta de classificação teve como fundamentação "o porte majestoso e a arquitetura próxima do natural dos exemplares, a idade superior a 100 anos e, bem ainda, o seu vínculo ao património histórico e cultural da Casa Tait, características enquadráveis nos critérios gerais de classificação de arvoredo de interesse público".

Os exemplares referidos apresentam bom estado vegetativo e sanitário, não aparentam sinais de pouca resistência estrutural ou risco sério para a segurança de pessoas e de bens e não se encontram sujeitos ao cumprimento de medidas fitossanitárias que recomendem a sua eliminação ou destruição obrigatórias. As duas árvores são de grande dimensão, cumprindo-se o parâmetro de apreciação monumentalidade.

OInstituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) considera que "a particular importância e atributos daqueles exemplares são reveladores da necessidade de cuidadosa conservação e justificam o relevante interesse público da sua classificação, relativamente à qual não se verificam quaisquer causas legais impeditivas", acrescenta.

No que respeita à remoção de terras ou outro tipo de escavações na zona geral de proteção, as mesmas são proibidas se destruírem ou prejudicarem o arvoredo classificado, não sendo abrangidas intervenções impreteríveis, desde que realizadas segundo práticas compatíveis com a conservação desse arvoredo.

É estabelecida uma zona geral de proteção para cada exemplar, excecionalmente com um raio de 20 metros a contar das respetivas bases, considerando a dimensão das respetivas copas, a sua inserção em mata com arvoredo denso e localização em zona urbanizada, cuja delimitação se encontra representada na planta anexa referida no número anterior, assim como são proibidas quaisquer intervenções que possam destruir ou danificar os exemplares classificados.

A partir de agora, carecem de autorização prévia do ICNF todas as operações de beneficiação dos exemplares classificados ou qualquer outro tipo de benfeitoria, bem como as seguintes intervenções nas respetivas zonas gerais de proteção.

A Casa Tait, na freguesia de Massarelos, é atualmente propriedade da Câmara Municipal do Porto.

A propriedade, também chamada Quinta do Meio, foi adquirida em finais do século dezoito por William Tait, um ornitólogo e negociante de vinho do Porto que se dedicou ao estudo da fauna e da flora, tendo introduzido algumas espécies vegetais no país.

Muriel Tait sucedeu a William Tait como proprietária da casa, vendendo-a à Câmara Municipal do Porto com a condição de ser transformada em espaço verde público.

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