"Casas danificadas e em risco." Dois bombeiros feridos em Palmela, mais aeronaves a caminho

As crianças e adultos do Centro Social de Palmela já foram retiradas, mas "há um lar em risco e deverá ser evacuado" em breve.

Luís Miguel Calha, vice-presidente da Câmara Municipal de Palmela, revelou que estão no local mais de 300 bombeiros a combater o incêndio, sendo que dois ficaram feridos no combate às chamas.

Para o palmelense, "o momento mais difícil já terá passado" e, apesar de a "situação ser difícil, está a ser controlada".

Em declarações aos jornalistas, o vice-presidente de Palmela também informou que chegaram, até ao momento, "dois meios aéreos" e garante que deverão chegar mais dois em breve.

O Centro Social da vila foi evacuado e as crianças e adultos que lá se encontravam saíram "em segurança", contou, acrescentando que "há um lar em risco e deverá ser evacuado" em breve.

Mais cedo, na tarde desta quarta-feira, Luís Miguel Calha afirmou que as maiores dificuldades eram o vento e o calor. O vice-presidente da Câmara de Palmela revelou também que as principais estradas no acesso à vila estão cortadas, sobretudo a Estrada Nacional 379 e 252, em vários troços.

Neste momento estão a combater este fogo 308 bombeiros, apoiados por 74 veículos e dois meios aéreos. Há também várias empresas da região a disponibilizarem meios próprios para ajudarem, de forma direta ou indireta, no combate ao incêndio.

Portugal continental está em situação de contingência até às 23h59 de sexta-feira devido às previsões meteorológicas, que apontam para o agravamento do risco de incêndio, com temperaturas que podem ultrapassar os 45º em algumas partes do país.

A situação de contingência corresponde ao segundo nível de resposta previsto na lei da Proteção Civil e é declarada quando, face à ocorrência ou iminência de acidente grave ou catástrofe, é reconhecida a necessidade de adotar medidas preventivas e ou especiais de reação não mobilizáveis no âmbito municipal.

A maioria dos distritos de Portugal continental estão sob aviso vermelho, o mais grave, devido ao tempo quente, com mais de uma centena de concelhos em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

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