Casco de navio encalhado nos Açores está a ser reparado para posterior reboque

Reboque do navio está "dependente das condições meteorológicas".

O navio-tanque "São Jorge", que encalhou na Graciosa, nos Açores, está a ser alvo de reparações no casco e vai ter de ser rebocado para a Praia da Vitória, na ilha Terceira, disse esta quarta-feira a Autoridade Marítima.

"A equipa de mergulhadores da Marinha está a fazer reparações no casco. O navio tem a casa das máquinas alagada e vai ter de ser rebocado para a Praia da Vitória, explicou à agência Lusa o capitão do Porto e comandante-local da Polícia Marítima de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, José Azevedo.

Depois de reparado o casco, o reboque do navio está "dependente das condições meteorológicas", acrescentou. José Azevedo disse ainda à Lusa que o "São Jorge" está "estável e não há derrame de combustível".

O navio está a ser avaliado desde que encalhou, estando no local o navio patrulha oceânico "Setúbal" e duas equipas de combate à poluição da Autoridade Marítima.

O capitão do porto de Angra do Heroísmo adiantou ainda que o armador do navio, a Transinsular, "fretou dois rebocadores à Portos dos Açores e contratou também duas equipas de mergulhadores profissionais, que realizaram, na terça-feira, uma vistoria ao casco" da embarcação.

O acidente com o navio ocorreu cerca das 00h34 locais de terça-feira (01h34 em Lisboa), poucos minutos após ter saído do Porto da Praia da Graciosa, tendo embatido com o casco, o que levou à imobilização da embarcação que deveria ter atracado em São Roque do Pico.

Este navio faz o abastecimento de combustíveis às ilhas do grupo central (Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial) e Flores.

Na terça-feira à tarde fonte da Transinsular garantiu à Lusa que o acidente não vai originar "nenhuma falha de combustíveis" na região.

"Não vai haver nenhuma falha porque o abastecimento que estava a ser feito era para reservas", disse a mesma fonte.

A Transinsular, armador português de transporte marítimo de cargas, informou ainda, em comunicado, que a "carga transportada [combustíveis] não sofreu qualquer dano e está estável".

O armador adiantou que "estão a ser monitorizadas, em permanência, as condições do navio para se proceder à sua recuperação o mais brevemente possível", não se tendo registado danos pessoais entre a tripulação.

"Sete elementos desembarcaram do navio e cinco permanecem a bordo para acompanhar e gerir os trabalhos", detalhou a Transinsular, acrescentando que "está já a ser tratada uma alternativa que garanta a reposição do normal abastecimento de combustíveis na Região Autónoma dos Açores".

Numa nota divulgada na terça-feira, a Portos dos Açores explicou que o acidente provocou "extensos danos nos propulsores e costado do navio", o que levou à "entrada de água na casa das máquinas", situação que "foi contida, por selagem".

Foram ainda "selados todos os tanques de combustível, contendo gasóleo e gasolina, garantindo-se preventivamente o perigo de acidente ambiental, junto à costa", adiantou a Portos dos Açores, que ativou internamente o Plano de Segurança.

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