Cavalos-marinhos gigantes chamam a atenção para a destruição da espécie

O artista plástico Bordalo II aceitou o desafio da câmara de Faro e da Universidade do Algarve e construiu dois enormes cavalos-marinhos usando lixo.

Cada cavalo-marinho tem cerca de 10 metros. Um deles está colocado no parque de campismo da praia de Faro, o outro numa parede da Universidade do Algarve. "Este tem umas cores mais pastel!", indica o artista. O outro, o que está na praia, tem cores vivas, onde os azuis e vermelhos saltam à vista.

Os cavalos-marinhos são um ex-líbris da Ria Formosa e uma espécie marinha cujo habitat está muito ameaçado. Esta ria já foi o maior santuário da espécie, mas nos últimos anos, devido à pesca ilegal destinada à exportação para o mercado asiático e à destruição do meio ambiente, tem visto a população de cavalos-marinhos diminuir a olhos vistos. Daí que tanto a autarquia como a universidade, que tem em mãos um projeto para preservar a espécie, tenham querido chamar a atenção para a necessidade de recuperar o que se tem perdido.

Nestas obras de arte Artur Bordalo, conhecido por Bordalo II, incorporou alguns resíduos apanhados na ria, como redes ou outras artes de pesca, mas outros vieram de fora. Tudo serve para construir arte: pneus, cordas, para-choques de carros.

O artista, que utiliza o lixo para construir as suas obras, acredita que elas servem também para chamar a atenção para a poluição que fazemos. Como a que existe na Ria Formosa e também destrói os habitats marinhos.

Sobre os cavalos-marinhos, o artista plástico revela que ficou a conhecer uma particularidade." Uma coisa que me disseram é que nesta espécie é o macho que engravida. Acho fantástico", diz a rir.

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