Cemitérios de Oliveira de Azeméis encerrados no fim de semana de Todos os Santos

Decisão é justificada agravamento da situação epidemiológica do país e do concelho, com o aumento de casos da covid-19.

O cemitério municipal de Oliveira de Azeméis e o de Cucujães, ambos em Oliveira de Azeméis, distrito de Aveiro, vão estar encerrados ao público por altura do Dia dos Fiéis, devido à pandemia de covid-19.

No caso do sepulcrário na cidade de Azeméis, a decisão é da Câmara Municipal, que decretou o encerramento da estrutura durante os dias 31 de outubro e 1 e 2 de novembro, com o objetivo de "salvaguardar a população oliveirense, considerando o recente agravamento da situação epidemiológica do país e no concelho".

O despacho assinado pelo chefe do executivo camarário, Joaquim Jorge Ferreira, deixa a decisão quanto aos restantes cemitérios do território às respetivas juntas de freguesia e organizações paroquiais.

O autarca socialista lembra, contudo, que "a tradição neste Dia dos Fiéis Defuntos origina deslocações de muitas pessoas aos cemitérios, o que, no atual contexto, significa um aumento efetivo dos contactos de proximidade e, consequentemente, um risco acrescido de infeção pelo vírus SARS-CoV-2".

A Junta de Freguesia de Cucujães já anunciou esta manhã a sua decisão: encerrar o cemitério paroquial pela mesma altura, acrescentando às datas indicadas pela autarquia ainda o dia 30 de outubro.

O presidente de Junta Simão Costa Godinho também justificou os quatro dias de encerramento com "o alto índice e a tendência crescente de infetados por covid-19 no país e o seu alastramento à freguesia", que conta com mais de 10.700 habitantes.

"Tendo em conta a situação epidemiológica que atualmente vivemos, é imperioso que a Junta de Freguesia de Cucujães tome medidas de caráter temporário e excecional que preservem a saúde pública e evitem o surgimento de novos focos de propagação da pandemia no seio da nossa comunidade", explica em comunicado à população.

Realçando que, mesmo assim, o cemitério não deixará de funcionar para acolher funerais marcados para o período entre 30 de outubro e 2 de novembro, Simão Costa Godinho acrescenta: "Lamentamos profundamente esta determinação, sabendo do significado emocional da visita nestes dias àqueles que, de entre nós, já partiram. Apelamos à compreensão para com esta medida, cujo único objetivo é promover a segurança de todos".

Na segunda-feira, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) pediu que os cemitérios se mantenham abertos nos dias de Todos os Santos e de Todos os Fiéis Defuntos, a 01 e 02 de novembro, desde que salvaguardadas as condições de segurança.

"O Conselho Permanente acha que não é apropriado que se encerre, pura e simplesmente, os cemitérios, mas isso depende do diálogo que decorrer dos párocos, das paróquias e das dioceses com as entidades locais que tutelam os cemitérios", afirmou então aos jornalistas o secretário da CEP, Manuel Barbosa.

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