Cenário "dantesco" no aeroporto de Lisboa. "Seria criminoso impedir crescimento do turismo"

Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo, refere na TSF que as longas filas de espera no aeroporto de Lisboa já estão a por o turismo em causa e considera que a responsabilidade é do Governo e dos políticos, que "continuam a brincar aos aeroportos".

Referindo-se ao caos e às longas filas de espera que se têm verificado no aeroporto de Lisboa, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo (APAVT) traça um cenário terrível.

"O cenário é dantesco e as implicações podem ser em todo o turismo. É o primeiro momento do encontro do turista que escolheu Portugal para visitar e tudo o que está a acontecer no aeroporto pode estragar toda a estada do turista, pode fazer com que ele não volte, pode provocar péssimas recordações", afirma Pedro Costa Ferreira em declarações à TSF, sublinhando que isso é "tudo o que não queremos e é tudo o que não merecíamos".

"O mais grave é que todas essas situações acontecem porque há razões que acontecem um pouco por todo o mundo, mas em Portugal estão agravadas apenas porque não soubemos, uma vez mais, fazer o trabalho de casa e continuamos a falar e a não trabalhar", considera.

Na opinião de Pedro Costa Ferreira, o crescimento e a procura do turismo já está em causa.

"A procura voltou em força, seria criminoso com tantas dificuldades de crescimento no mundo e em Portugal, uma vez mais, rejeitar a procura, impedindo que estas capacidades de crescimento se realizem. E atenção, essa procura já está a ser rejeitada todos os dias, porque continuam a ser rejeitados 'slots' no aeroporto, porque os políticos, globalmente, continuam a brincar aos aeroportos. Pelo menos a realização de todo o potencial do turismo, não pode estar em causa, já está em causa", defende.

O presidente da APAVT considera, ainda, que "mesmo com todos estes problemas, havia capacidade de aumentar as condições de operação do aeroporto".

"Há um software de gestão do espaço aéreo e que permitiria ter mais oito movimentos por hora. Só para ter uma ideia do que é ter mais oito movimentos por hora, a primeira fase do Montijo teria 24 movimento por hora, portanto era termos um terço do Montijo em Lisboa. Temos esse software, mas os controladores não foram formados, falta definir as células aéreas, falta termos uma nova torre de controlo. Temos um probleminha no mundo e temos vastas razões para nos podermos arrepender daquilo que não fizemos em Portugal", explica, acrescentando que "a responsabilidade é dos políticos, em geral, porque não souberam resolver o problema do novo aeroporto, e é do Governo que não consegue resolver o problema deste aeroporto".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de