Centro Europeu pede a países que se preparem para campanha de vacinação em massa

Meios humanos e físicos usados nos habituais programas de vacinação não devem ser suficientes para administrar a vacina contra a Covid-19.

O Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, da sigla em inglês) avisa os países que têm de se começar a preparar para uma campanha de "vacinação em massa" quando forem aprovadas e chegarem as vacinas contra a Covid-19.

Num relatório feito para ajudar os sistemas nacionais a fazerem o planeamento do processo de administração de uma vacina que se espera que chegue em breve, os técnicos desta agência da União Europeia também alertam que é "improvável" que os profissionais e a logística habitualmente usados nos programas de vacinação sejam suficientes para a Covid-19.

"É preciso preparar e treinar recursos humanos dedicados a uma campanha de vacinação em massa", refere o ECDC, que sublinha que é preciso não apenas pessoal da área da saúde mas também da logística, comunicação e gestão.

Nesta altura há várias incertezas sobre as características da futura vacina e ainda nem é certo qual será o número de doses para uma proteção de curto ou longo prazo.

O ECDC acrescenta que é muito provável que quando as vacinas estiverem disponíveis estas serão limitadas, pelo menos numa fase inicial, nomeadamente por uma questão prática de que não será possível fazê-las e distribuí-las para todos no imediato.

A prioridade, segundo a agência europeia para a saúde pública, deve ser avaliar bem as suas características, eficácia e distribuí-la a alguns grupos, sendo dados três exemplos: pessoas dos grupos de risco, trabalhadores de setores essenciais (como a saúde) e grupos mais vulneráveis tendo em conta a idade e as doenças pré-existentes.

Uma das hipóteses apresentada, que depois terá de ser decidida pelos diferentes governos com as respetivas autoridades nacionais de saúde, passa por vacinar, primeiro, todos os indivíduos acima de uma determinada idade.

No caso da vacinação prioritária dos mais velhos, o ECDC sublinha, contudo, que primeiro é preciso garantir que as vacinas aprovadas têm resultados "aceitáveis" para estas idades, algo que também ainda não é certo.

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