Certidão dos bombeiros registou mulher detida na Amadora como "vítima de agressão"

Bombeiros que socorreram Cláudia Simões escreveram na certidão que a mulher tinha sido agredida.

Os Bombeiros da Amadora escreveram, na certidão emitida na noite do último dia 19, em que assistiram Cláudia Simões na Esquadra de São Brás, que a mulher de 42 anos tinha sido vítima de agressão, avança o Público. Em declarações ao mesmo jornal, o comandante Mário Fernandes contou que o alerta foi dado aos bombeiros através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e acionado pela PSP, que afirmou que se tratava de uma queda.

No entanto, quando os bombeiros chegaram ao local, às 21h32 de domingo, encontraram Cláudia Simões deitada de lado, perto do carro da PSP, sem estar algemada e com sangue, hematomas na boca e uma lesão no nariz. Algo que a própria disse, no momento, ter sido provocado "por uma pancada" e não por uma queda.

A equipa de advogados da mulher já fez a cronologia dos acontecimentos dessa noite e sublinhou que há 34 minutos, entre a detenção e a chegada à esquadra, em que não se sabe o que aconteceu. "O que aconteceu entre as 20h58 e as 21h32?", é a pergunta que mais intriga a equipa da advogada Ana Cristina Domingues.

No dia seguinte à alegada agressão, a PSP emitiu um comunicado em que afirmou que a ocorrência no autocarro teve lugar às 20h30 e que a mulher foi transportada para o hospital, a seu pedido, pelas 22h00. No relatório do hospital Amadora-Sintra, citado pelo Expresso, os médicos apontam a existência de um "traumatismo cranioencefálico frontal e trauma facial com edema exacerbado generalizado, edema dos lábios com feridas dispersas, trauma da pirâmide nasal". Mas não se ficam por aqui.

"Apresenta face deformada por hematomas extensos em toda a face, principalmente na região frontal à esquerda, ferida traumática no lábio inferior e superior com pequena hemorragia ativa", pode ler-se no relatório.

Já a Vimeca, empresa do autocarro guiado pelo motorista com o qual Cláudia Simões teve o desentendimento que deu origem aos acontecimentos, ainda não reagiu.

No sábado está marcada, para as 15h00 em Lisboa, Porto e Coimbra, uma manifestação em solidariedade com a mulher que acusa a PSP de agressão e racismo. O protesto teve origem no Facebook, com o nome de Brutalidade Policial, e reivindica "justiça para Cláudia e para todos os que são alvo desta violência".

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