CGTP e UGT defendem que empresas apoiadas pelo Estado devem ser proibidas de despedir

O líder da UGT diz, em declarações ao Fórum TSF, que a ACT deve fiscalizar e perceber as razões para os encerramentos e despedimentos coletivos nas empresas.

As centrais sindicais defendem a proibição de despedimentos para empresas que tenham recebido apoios do Estado, nomeadamente através do regime de lay-off simplificado. O líder da UGT diz, em declarações ao Fórum TSF, que a Autoridade para as Condições do Trabalho deve também fiscalizar o que está a acontecer com o encerramento das empresas.

"A nossa preocupação é dizer ao Governo que tem de atentar muito bem no género de encerramentos e despedimentos coletivos com que estamos a ser confrontados", explica Carlos Silva, em entrevista ao jornalista Manuel Acácio.

O líder da UGT vai mais longe e questiona "o que é que andaram os empresários a fazer durante os últimos anos -em que um conjunto de atividades económicas deram imenso lucro e eram a galinha dos ovos de ouro do país - e a distribuir os lucros e os ganhos para quem? Para os acionistas?". Carlos Silva acrescenta que não entende como é que "não há condições em poucos meses de essas empresas acudirem aos seus trabalhadores".

No mesmo plano, a CGTP, pela voz de Andrea Araújo, defende que "estas empresas não podem ser apoiadas e depois despedir trabalhadores" ou "não pagar integralmente aquilo que são os rendimentos aos trabalhadores".

Por isso, sustenta, "estes apoios têm de servir, por um lado, para garantir que os trabalhadores recebem integralmente os seus salários e para proibir os despedimentos".

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