Chega aprova programa com prisão perpétua e cadastro étnico racial

O Conselho Nacional do partido aprovou as duas adendas propostas pela Direção Nacional. O programa já foi aprovado na generalidade.

André Ventura já tinha anunciado no início dos trabalhos que iria ter mão de ferro no partido e é o que se está a verificar durante a reunião do Conselho Nacional. As propostas da direção estão a ser todas aprovadas. Duas delas não se encontravam no programa inicial mas líder do Chega já as tinha incluído no seu discurso de abertura. Hoje propôs que elas fossem incluídas no documento." No ponto 50 o Chega defende intransigentemente a aplicação de pena de prisão perpétua para a criminalidade mais grave e violenta recusando a participação numa coligação parlamentar ou de governo que inviabilize a consideração jurídico-legal desta solução. Estão a perceber o que estão a votar? ", pergunta o presidente da Mesa.

Explicando por miúdos:a prisão perpétua não existe em Portugal mas Ventura faz depender esta medida de uma possível integração num governo de direita. Esta sugestão foi aprovada por unanimidade e aclamação. A outra ideia, aprovada apenas com uma abstenção, é a criação de um cadastro étnico-racial. André Ventura subiu ao palco para dar a explicação do que pretende aos militantes."É uma base de dados étnico racial para avaliar os níveis de subsidiodependência em Portugal para finalmente conseguirmos dar um passo num problema", afirma.

O presidente do Chega pretende que aquilo a que chama "comunidade de subsidiodependentes" seja identificada, se saiba onde vivem, se têm criminalidade associada, quanto recebem. No entanto, o presidente do Chega recusa a ideia de que está a ser racista.

Um dos conselheiros, Nuno Afonso, coordenador autárquico, afastado há pouco tempo da vice presidência queria afastar a ideia da existência de quotas para a emigração propondo um sistema de pontos. No entanto André Ventura fez finca pé, dando o exemplo da comunidade islâmica que não considera ser igual a outras," A única hipótese é regular a emigração islâmica senão teremos um problema muito grave em território português", considera. Ventura dá o exemplo de Bruxelas onde, segundo ele, quando se sai do centro " parece que estamos na Arábia Saudita".

O partido pretende ainda que quem ofenda os símbolos nacionais perca a nacionalidade portuguesa. Já outro conselheiro do Chega apresentou uma proposta para que os filhos de imigrantes, em que pelo menos um dos pais tenha nacionalidade portuguesa, possam receber apoio do Estado. A proposta acabou recusada por maioria.

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