Cobrar dívidas ao Fisco na estrada? "Não foi uma decisão feliz"

O ministro das Finanças considera que operação stop para cobrar dívidas foi "desproporcionada".

Mário Centeno reconhece que a ação de cobrança de dívidas às Finanças por meio de uma 'operação stop' foi "desproporcionada" e "não foi uma decisão feliz"

"Não é claramente a medida que aproxima o cidadão da autoridade tributária", comentou o ministro das Finanças, que garante ainda que "foram dadas indicações muito claras" para que uma operação deste tipo "não se voltasse a repetir".

"Há um inquérito aberto para perceber se os direitos dos contribuintes foram respeitados."

"Nesta relação entre a autoridade tributária e os contribuintes é preciso confiança", reforçou Mário Centeno em declarações aos jornalistas à margem de uma iniciativa sobre a faturação em papel.

Esta terça-feira a Autoridade Tributária e a Guarda Nacional Republicana (GNR) procederam à interceção de condutores numa rotunda em Valongo, no âmbito de uma ação que visa a cobrança de dívidas.

A iniciativa, denominada "Ação sobre Rodas", pretendia fazer o controlo dos devedores através de um sistema informático que cruza dados através das matrículas das viaturas. Os veículos poderiam mesmo ser penhoradas, caso os condutores tivessem dívidas às Finanças e não as pudessem pagar no momento.

A ação foi depois cancelada por por indicação do secretário de Estados Assuntos Fiscais, com a justificação de que "não foi definida centralmente"

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Outros Artigos Recomendados