Coletividades e empresários de diversão preparam regresso das festas populares este verão

A expectativa é que o Governo autorize o regresso das festas este verão, ou pelo menos "alternativas seguras".

A Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto acredita que as festas populares de verão possam voltar a realizar-se este ano, em julho ou agosto.

Augusto Flor, presidente desta estrutura nacional que reúne mais de 30 mil coletividades do país, diz à TSF que espera poder abrir as quermesses em breve.

"Acreditamos que com um processo de vacinação regular, controlado e dinâmico provavelmente podemos chegar aos meses de julho e agosto já com mais capacidade para poder realizar iniciativas", aponta.

A organização das tradicionais festas populares de não depende inteiramente da "vontade e disponibilidade" das coletividades, ressalva Augusto Flor. Em muitos casos, a decisão cabe também a entidades religiosas ou às autarquias.

Antecipando o melhor cenário, o rancho já está a ensaiar e a banda quase afinada. Ainda não há concertos com todos os músicos ao mesmo tempo, mas um dia ensaiam as percussões, noutro as madeiras, e noutro os metais, ou com horários diferenciados.

Para o rancho tem sido mais difícil ensaiar. "Há passos e formas de lançar que ainda estão bastante condicionadas."

Também os empresários itinerantes de diversão aguardam o sinal positivo do Governo para voltar ao trabalho. A decisão deve ser tomada esta quinta-feira em conselho de ministros.

Luís Paulo Fernandes, presidente da Associação dos Profissionais dos Itinerantes Certificados (APIC), lembra que o setor está parado desde as últimas festas, no final de setembro de 2019.

"No ano passado só conseguimos trabalhar cerca de 5%, sem registo de casos de Covid-19 nem nas famílias dos empresários nem nos utilizadores", assegura Luís Paulo Fernandes.

O presidente da APIC fala de um "bloqueio" incompreensível que "tem de parar já", até porque ainda é preciso certificar os equipamentos e avançar com todos os preparativos antes das festas de verão. O processo já está atrasado, diz.

"Não haverá festas e romarias, haverá alternativas seguras", espera Luís Paulo Fernandes.

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