Com 1 em cada 200 infetados a morrer, taxas de letalidade e internamento caíram a pique

Números justificam mudança das linhas vermelhas que será debatida na próxima reunião do Governo com especialistas no Infarmed.

Desde o início da pandemia que as taxas de letalidade e de internamentos por Covid-19 nunca estiveram em níveis tão baixos como neste mês de maio. A mortalidade entre quem tem a infeção caiu drasticamente para 0,5%, tal como os internamentos que se ficam por 1% dos casos positivos, descendo para 0,24% os que acabam nos cuidados intensivos.

Os cálculos são feitos pela TSF e estes são alguns dos números que serão apresentados pelos especialistas na próxima reunião do Infarmed, levando as autoridades de saúde a admitirem que faz sentido subir a fasquia das chamadas linhas vermelhas que hoje se encontram numa incidência de 120 casos por 100 mil habitantes e num índice de transmissibilidade (Rt) de 1.

Uma incidência que há uns meses era preocupante pela pressão que colocava nos serviços de saúde pode não ser hoje tão grave.

Por exemplo: no final de dezembro 3,9% dos casos ativos estavam internados e 0,7% estavam nos cuidados intensivos. Desde aí a descida nessas taxas tem sido quase contínua, chegando ontem, quarta-feira, a 1% de infetados internados e 0,24% nos cuidados intensivos.

Na mortalidade o cenário é semelhante. Em 2020, 1,7% dos portugueses com Covid-19 acabaram por falecer, número que subiu para 1,8% em janeiro deste ano e 4,6% em fevereiro. Desde aí a descida tem sido contínua, atingindo-se agora, em maio, um mínimo de 0,5% - um terço do que aconteceu em 2020 ou um quinto do pico de fevereiro de 2021.


Milton Severo, investigador do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), não estranha os números anteriores e o instituto também já tinha chegado aos 0,5% de taxa de letalidade.

Segundo detalha à TSF, "nós calculamos que a letalidade nesta altura esteja à volta de uma morte por cada 200 casos detetados, num valor muito inferior ao que já tivemos".

"A principal razão é a vacinação dos mais velhos que leva a que a incidência de infeções seja muito alta nos mais jovens e muito baixa nos mais velhos, diminuindo a sobrecarga sobre o sistema de saúde, sendo possível, assim, mudar as linhas vermelhas para confinar ou desconfinar", afirma o epidemiologista.

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