Canadair espanhol no combate ao incêndio na Serra da Estrela. Quase 1600 operacionais no terreno

Meios de combate ao incêndio estão empenhados em debelar uma frente entre o concelho da Guarda e o concelho de Celorico da Beira, sendo também expectáveis reativações durante a tarde.

O incêndio que deflagrou no sábado no concelho da Covilhã e alastrou para Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira teve um aumento de meios nas últimas horas e está a ser combatido por quase 1600 operacionais, apoiados por cerca de 500 viaturas e mais de uma dezena de aeronaves, entre as quais um canadair espanhol.

No briefing feito ao final da manhã desta sexta-feira, o segundo comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Miguel Cruz disse que se mantém ativa uma frente "com maior preocupação" entre a zona de Videmonte e Linhares, ou seja, entre o concelho da Guarda e o concelho de Celorico da Beira.

Ainda assim, disse o responsável, durante a noite foi possível fazer um trabalho bastante significativo de consolidação desta área.

Durante a manhã, o combate às chamas foi feito com a ajuda de 16 aeronaves, incluindo um canadair espanhol, estando os meios empenhados em consolidar todo o perímetro do incêndio, com especial atenção às reativações expectáveis durante a tarde.

"O trabalho vai ser ainda longo", admitiu Miguel Cruz, frisando a "complexidade" do combate a este fogo que lavra já há sete dias.

Segundo o comandante, 20 casas devolutas foram atingidas pelas chamas.

Quanto ao capotamento de uma viatura dos bombeiros de Loures na zona de Celorico da Beira (Guarda), durante o combate ao incêndio, e que fez três feridos graves e dois ligeiros, o coordenador do gabinete de crise do INEM, presente na conferência de imprensa, disse que o prognóstico é de "boa" e "total" recuperação.

Os feridos ligeiros já receberam alta, um dos feridos graves "terá, eventualmente, alta" durante o dia "e os outros ficarão em monitorização nas próximas horas", adiantou Tiago Augusto.

Segundo Miguel Cruz, o acidente ocorreu no concelho de Celorico da Beira, no distrito da Guarda, que era ao final da tarde "a zona mais complicada" do teatro de operações.

"Vamos continuar a trabalhar para conjugar todas as oportunidades da noite e continuar a fazer um esforço para o mais cedo possível poder debelar o incêndio, tendo em linha de conta, sempre, a segurança dos profissionais e das populações", salientou.

Na conferência de imprensa, o segundo comandante nacional da ANEPC relatou que a tarde "foi de muito trabalho" devido, sobretudo, à orografia e ao vento que "provocaram preocupações".

* Notícia atualizada às 12h20

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