Combate aos incêndios. Dois aviões de coordenação chegam esta semana

Os meios aéreos ligeiros estão atrasados, os dois aviões de coordenação estarão para chegar nos próximos dias, ainda esta semana. É o que assegura Patrícia Gaspar, secretária de Estado da Administração Interna.

Patrícia Gaspar, secretária de Estado da Administração Interna, comentou, no espaço de opinião pública da SIC Notícias, as declarações do PSD sobre o atraso de operação de meios aéreos para combate de incêndios. "Até agora, não andámos a ocultar nada do que se está a passar. Temos no terreno todo o corpo operacional."

De acordo com estes sociais-democratas, "deveriam estar já no terreno três meios aéreos de coordenação" que "também não estão ainda operacionais", e "faltam pelo menos oito helicópteros". Há neste momento 28 meios aéreos disponíveis dos 37 previstos, relata a representante da Administração Interna.

Os meios aéreos ligeiros estão atrasados, os dois aviões de coordenação estarão para chegar nos próximos dias, ainda esta semana, refere Patrícia Gaspar. Quanto aos sete helicópteros ligeiros, ainda não há garantias, mas o Governo está a tentar acelerar o processo, assegura a secretária de Estado.

"Gerir o dispositivo disponível da melhor forma possível", defende Patrícia Gaspar, numa altura em que nem todos os meios aéreos estão disponíveis. Este ano o Governo optou por não circunscrever o plano de combate aos incêndios ao contexto da pandemia, apesar de esta conjuntura estar contemplada na estratégia, para o caso de os agentes no terreno serem contagiados pelo novo coronavírus. Há "planos alternativos" para o caso de operacionais já não poderem estar presentes no terreno: se houver falhas ao nível das brigadas, podem ser mobilizados operacionais distritais ou forças de segurança. Mas Patrícia Gaspar frisa que o fundamental é antecipar e monitorizar o estado destas brigadas para que as operações não sejam condicionadas.

Quanto à limpeza de matas e terrenos, Patrícia Gaspar recua aos primeiros anos do milénio para explicar que, atualmente, o Governo está a tentar resolver "problemas a montante", que se têm vindo a somar ao longo dos anos. "Antes de 2017, tínhamos 80% de investimento no combate e 20% na prevenção, e agora as coisas estão bem mais equilibradas: 59% do investimento está no combate e 41% está na prevenção." Patrícia Gaspar acredita que o ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas) tem feito um "excelente trabalho" este ano, e salienta que o Governo estendeu o prazo para que os privados pudessem limpar os terrenos. "A GNR está no terreno, mas não há uma lógica de coima, de multa. Há um reforço da vigilância e da sensibilização."

A secretária de Estado fala, por isso, de uma gestão "integrada", que acredita que irá "dar os seus frutos".

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