Comer insetos ainda não é legal, mas há uma aula online para aprender a cozinhá-los

Para assinalar o Dia Mundial do Inseto Comestível, que se celebrou na semana passada, o chef Marco Gomes vai ensinar como confecionar pratos com larvas, grilos e gafanhotos.

Quem quiser aprender a cozinhar insetos comestíveis terá a sua oportunidade esta quinta-feira. Para assinalar o Dia Mundial do Inseto Comestível, que se celebrou na semana passada, a Portugal Insect organizou um evento online para aprender a cozinhar insetos com o chef Marco Gomes. "Vamos ter uma larva - Tenebrio molitor -, um grilo e um gafanhoto."

Rui Neves, presidente da Portugal Insect, explica que a pandemia alterou os planos iniciais mas rapidamente o evento se adaptou para acontecer através da internet. "Em vez de termos mais gente lá, vamos ter mais gente em casa, e para isso decidimos enviar para todas as pessoas que se inscreveram no Facebook da Portugal Insect uma amostra de insetos para que elas pudessem cozinhar em casa exatamente da mesma forma que o chef Marco irá cozinhar para este painel de provadores, a decidir qual é o melhor prato de inseto", explica o representante da Portugal Insect.

Os participantes do evento recebem em casa os ingredientes, inclusive os três tipos de insetos que estão no menu. Mas encontrar os insetos comestíveis em Portugal não é fácil, já que ainda não há lei para que possam ser comercializados no país, à semelhança do que já acontece em países como Espanha e França. "Neste momento qualquer consumidor tem de ir consumir fora. Esta é uma das dificuldades que o sistema atual impõe: faz sentido, do ponto de vista da União Europeia, ter insetos comestíveis - tanto faz sentido que o estamos a incentivar -, por outro lado, do ponto de vista nacional, isto não é permitido", argumenta Rui Neves, em entrevista à TSF.

"O consumidor de insetos comestíveis não pode comprar em Portugal, tem de ir comprar ao estrangeiro ou via internet, mas quem o determina é a própria autoridade sanitária, que considera que, para proteção dos portugueses, acha que um grilo ainda tem riscos para o consumidor português." Para o presidente da Portugal Insect, faz sentido alterar a lei em Portugal, porque "todo o resto da União Europeia considera um grilo perfeitamente consumível, nós ainda não, temos aqui um caminho para fazer".

* e Catarina Maldonado Vasconcelos

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