Comissão defende contratação de quase 100 médicos intensivistas e 600 enfermeiros

Medicina intensiva foi trazida para a "ribalta" devido à Covid-19 e precisa de mais profissionais.

A Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva para a Covid-19 propõe a contratação de 90 médicos intensivistas e 600 enfermeiros, de forma faseada e ainda antes de uma eventual segunda vaga do novo coronavírus.

João Gouveia, presidente da comissão, assegurou que "tem havido total abertura" por parte do Governo e há a esperança de que essa ​​​​​​​contratação seja colocada em prática. Contudo, deixa um alerta: "Só faz sentido contratar novo pessoal se houver abertura de novas camas e equipamento para que estas pessoas possam trabalhar".

"Queremos uma contratação faseada destes profissionais de forma a conseguirmos ter uma parte muito significativa contratada para o inverno e o resto em 2021", explicou.

O responsável lembra que a medicina intensiva em Portugal enfrenta problemas há muito tempo, mas a pandemia veio expor essas fragilidades, porque a especialidade foi "trazida para a ribalta".

"É o ponto final onde chegam todos os doentes graves e críticos e o que aconteceu com a Covid-19 é que houve um número muito grande de doentes com insuficiência respiratória, a necessitarem de intervenção mecânica, de internamento em cuidados intensivos, em medicina intensiva e de terapêutica em medicina intensiva e não há [capacidade] para responder a picos destes provavelmente em nenhum país do mundo".

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