Comissão Europeia monitoriza fogo na Serra da Estrela com mapas de satélite

Até agora, nenhum pedido de ajuda por parte de Portugal relativo a este incêndio chegou a Bruxelas.

A Comissão Europeia anunciou esta sexta-feira estar a monitorizar, através de mapas de satélite, o incêndio que deflagrou no concelho da Covilhã e se alastrou para Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira, quando Portugal está sob "perigo extremo".

"A nossa equipa de mapeamento rápido entregou o seu primeiro produto de delineação [mapa] para o incêndio da Covilhã, em Portugal", informa o Programa de Observação da Terra da União Europeia (Copernicus), da Comissão Europeia, numa publicação na sua conta oficial na rede social Twitter.

Questionada pela agência Lusa, fonte oficial da Comissão Europeia confirma a ativação do Copernicus para o incêndio na Serra da Estrela, explicando que este serviço é frequentemente ativado para monitorizar incêndios em toda a Europa, podendo fornecer mapas detalhados das áreas afetadas para, por exemplo, realizar uma estimativa da extensão do incêndio ou das áreas ardidas, dependendo do tipo de produto cartográfico.

Até agora, nenhum pedido de ajuda por parte de Portugal relativo a este incêndio chegou a Bruxelas, de acordo com a mesma fonte comunitária.

Numa altura em que mais de 10 mil hectares já arderam neste incêndio na Serra da Estrela, este serviço do executivo comunitário adianta na publicação estar "a trabalhar numa área mais vasta à medida que as chamas avançam para o norte".

Em causa está o Serviço de Gestão de Emergências do Copernicus, que permite fornecer às autoridades no local informações geoespaciais atuais e precisas através de, neste caso, mapas baseados em imagens de satélite.

Dados facultados à Lusa pela mesma fonte, revelam que, este verão, a Comissão Europeia já mobilizou para Portugal, na sequência de um pedido feito pelo país a 09 de julho, dois aviões de combate a incêndios Canadair da frota baseada em Espanha (que operaram a 10, 11 de julho e realizaram 61 quedas de água), bem como dois outros aviões Canadair posicionados em Itália (que operaram de 13 a 17 de julho e realizaram 134 quedas de água).

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