Comité Olímpico internacional expulsa dois treinadores da Bielorrússia

Uma atleta bielorrussa afirma que a tentaram forçar a regressar ao país, por ter criticado as decisões da representação da Bielorrússia nos Jogos Olímpicos.

O Comité Olímpico internacional decidiu expulsar dois treinadores da Bielorrússia, por causa da denúncia feita pela atleta Krystsina Tsimanouskaya, que se queixa de ter sido forçada a regressar ao país.

Depois de uma investigação, o Comité Olímpico retirou as acreditações a dois treinadores, como medida provisória, explicando que tem como objetivo defender o bem-estar dos atletas bielorrussos que ainda estão em Tóquio.

Os dois treinadores ainda poderão ser ouvidos por uma comissão disciplinar que foi criada para investigar o assunto.

O Comité Olímpico Internacional tinha anunciado, na terça-feira, que estava a investigar as condições em que a Bielorrússia alegadamente tentou forçar a velocista a regressar ao país

Tsimanouskaya procurou proteção da polícia no aeroporto de Haneda, em Tóquio, tendo depois viajado do Japão para a Polónia, que lhe ofereceu um visto humanitário.

A atleta deveria ter participado na segunda-feira na prova de 100 metros, mas disse que os dirigentes olímpicos da Bielorrússia a inscreveram na estafeta de 4x400 metros, em substituição de uma atleta que, segundo a sua versão, não realizou o número suficiente de controlos antidoping.

O Comité Olímpico bielorrusso, que é dirigido por Viktor Lukashenko, filho do Presidente da Bielorrússia, disse numa declaração que Tsimanouskaya teve de suspender a sua participação em Tóquio2020 por causa do seu "estado emocional e psicológico", algo que a velocista descreveu como uma mentira.

Krystsina Tsimanouskaya disse numa mensagem vídeo divulgada numa conta nas redes sociais associada à oposição bielorrussa que foi pressionada por funcionários da equipa e que pediu ajuda ao Comité Olímpico Internacional.

"Fui colocada sob pressão e estão a tentar tirar-me à força do país sem o meu consentimento", denunciou a atleta, na altura.

O incidente ocorre num momento em que o regime do Presidente Alexander Lukashenko prossegue uma repressão generalizada sobre os opositores.

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