Como a lavagem das mãos é a forma mais simples e barata de prevenir doenças

Esta quarta-feira assinala-se o Dia Mundial da Higiene das Mãos. A data, criada pela Organização Mundial de Saúde, ganha uma relevância ainda maior no contexto de pandemia que atravessamos. Lavar as mãos é uma das principais formas de prevenir a disseminação do coronavírus.

Muitos germes acumulam-se nas mãos e são facilmente transmitidos a outras pessoas, por isso o ato de lavar as mãos com sabão previne as mais variadas infeções e promove a segurança de todos.

É especialmente importante a higienização das mãos em contexto médico, para evitar contágios e mortes, algo que era desconhecido até ao século XIX.

Ana Pinto de Oliveira, médica voluntária da associação Médicos do Mundo, está em Moçambique, na província de Sofala. Em declarações à TSF, destaca a importância da lavagem das mãos, aquela que é a forma mais barata de evitar doenças (e não só a Covid-19).

"Numa altura em que lutamos contra a pandemia de Covid-19, a importância de uma boa higiene das mãos para salvar vidas nunca foi tão preeminente. Lavar as mãos com sabão, quando bem feito, é fundamental. É um pilar da saúde pública (...), uma das formas mais baratas de proteção contra a grande maioria das doenças", defende.

A médica sublinha que lavar as mãos é fundamental, particularmente para as crianças, e que os pais aderem, se os benefícios lhes forem explicados.

"Em África, nós temos uma grande percentagem de crianças que morrem por diarreia. Os perigos de não lavar as mãos são enormes e as doenças diarreias são a terceira principal causa de morte de crianças com menos de 5 anos", alerta.

Por isso, é necessário lavar frequente e corretamente as mãos, especialmente antes, durante e depois de ir à casa de banho, de preparar comida e de comer, de cuidar de alguém que está doente ou ferido, de assoar o nariz, tossir ou espirrar, de tocar em animais e de mexer em lixo.

Habitualmente este Dia Mundial é celebrado com alertas à comunidade médica.

É-lhes recordada a importância de lavar bem as mãos de modo a prevenir a transmissão de bactérias hospitalares. Mas a Covid-19 veio mostrar que o apelo deve ser dirigido a todos.

Paula Teixeira, professora da Universidade Católica do Porto, está envolvida no projeto europeu Safeconsume. Recentemente este projeto fez um questionário envolvendo 10 países da comunidade europeia e percebeu que a grande parte das pessoas não higieniza as mãos no momento certo nem da forma correta. A professora e investigadora considera que no manuseamento dos alimentos isso é fundamental, nomeadamente nos alimentos crus como carne ou legumes.

Porque a má lavagem das mãos pode transmitir bactérias e provocar patologias graves. "Como os salmonetes, as diarreias, que nas crianças e mais idosos podem assumir proporções graves", diz a investigadora.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de