Concelho de Boticas tem maior incidência de infeções, mas não prevê tomar medidas especiais

À TSF, o presidente da Câmara não está preocupado e adianta que a situação foi causada pelo regresso dos emigrantes.

O aumento da percentagem de população com as duas doses da vacina levou o Governo a aliviar as medidas de restrição em todo o país. Cabe agora aos concelhos mais afetados decidir se tomam algum tipo de medidas para controlar o avanço da pandemia.

Em Boticas, o concelho onde existe a maior incidência de infeções, o presidente da Câmara já decidiu que não serão tomadas medidas excecionais. Fernando Queiroga explicou à TSF que não está preocupado com a situação que foi causada pelo regresso de muitos emigrantes.

"A população mais do que triplicou nesta altura. Não estou muito preocupado. Em consonância com a unidade de saúde pública, mais de 60% dos casos que temos hoje até já terminam o isolamento profilático e grande parte também das pessoas que estavam infetadas já regressaram aos seus países. Não está na nossa mente fazer algo de especial", referiu.

O presidente da Câmara de Boticas reconheceu que haveria pouco a fazer para evitar um aumento do número de casos. De acordo com Fernando Queiroga, 80% dos emigrantes "vieram por via terrestre", não sendo, por isso, obrigados a fazer teste à Covid-19 ou a apresentar o certificado de vacina.

Fernando Queiroga afirmou que as saudades dos familiares e dos amigos contribuíram para um alívio dos cuidados necessários para travar o vírus

"Este ano tivemos um fluxo muito grande de gente que regressou para ver os seus familiares e sabemos da irreverência da juventude e com este tempo todo confinados, quer cá, quer nos países onde estavam, digamos que tiveram alguma liberdade. Depois com os convívios naturais alastrou de uma forma que não estávamos à espera", adiantou.

Em Boticas existem, neste momento, 55 pessoas infetadas, mas metade dos casos terminam o isolamento profilático durante o fim de semana.

Em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros extraordinário, na sexta-feira, Mariana Vieira da Silva realçou que "é importante que os dados sobre os concelhos continuem a ser analisados". "As autoridades locais de saúde podem tomar medidas específicas para determinado concelho, mas não a nível nacional", acrescentou.

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