Concertação Social e subida de salários, Covid aumenta em Portugal e outros destaques TSF

A ministra Ana Mendes Godinho espera uma "fase negocial intensa" com os parceiros sociais mas acredita num acordo que dê "um sinal de esperança, de confiança e de previsibilidade", apelando ao "esforço" e "compromisso" de todos: Estado, empregadores e trabalhadores.

Governo propôs esta quarta-feira aos parceiros sociais uma valorização nominal das remunerações em 4,8% em média, em cada ano, entre 2023 e 2026. E sem adiantar detalhes, o executivo abre a porta a que, no próximo ano, o aumento do salário mínimo nacional traduza um reforço para mitigar os reflexos da inflação.

No que diz respeito ao IRC, o Governo regressa ao programa que apresentou a eleições, sugerindo uma redução "seletiva" deste imposto para empresas que valorizem os salários e apostem na inovação. Fica, assim, afastada uma redução generalizada da taxa de IRC, como defendeu, na TSF, o ministro da Economia, António Costa Silva.

À saída da Concertação Social, Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho e Segurança Social considerou a reunião "muito produtiva" e que serviu para encetar a base de um acordo de negociação. A partir daqui, disse, segue-se uma "fase negocial muito intensa". A ministra reconheceu que um acordo é mais exigente nesta fase de "incerteza" e apelou ao esforço e compromisso de todos.

A marcar o dia está também o relatório semanal de monitorização da Covid-19 no país, que aponta para uma subida dos casos e do índice de transmissibilidade para 1,06.

A marcar a atualidade a seca: Espanha vai fechar a torneira a Portugal nos rios Tejo e Douro. O país vizinho não vai cumprir os caudais anuais nos rios Tejo e Douro. O incumprimento é assumido num comunicado conjunto entre Portugal e o país vizinho, no qual se antecipa que os caudais devem ficar 10% abaixo dos valores antecipados pela Convenção de Albufeira.

No Parlamento, o dia foi intenso para o PS na comissão de Ordenamento e Território. A Iniciativa Liberal (IL) questionou a Ana Abrunhosa com um possível conflito de interesses pelo facto de as empresas do marido da ministra da Coesão Territorial terem recebido pelo menos 133 mil euros em fundos comunitários. A deputada socialista Isabel Guerreiro pediu que a pergunta fosse retirada da gravação da comissão, "por não fazer parte da ordem de trabalhos", gerando um coro de críticas da oposição e obrigando, mais tarde, o PS a pedir desculpa pela sugestão da parlamentar.

Esta quarta-feira foi também o dia de o primeiro-ministro revelar a nova linha de alta velocidade, que colocará Lisboa a 1h15 de distância após 2030.

A Sul, pede-se também uma aposta na ferrovia. Em declarações à TSF, o autarca de Faro pede "outras condições" para ligação Lisboa-Algarve.

Da terra, para o ar. Pedro Nuno Santos falha debate sobre aeroporto, mas Governo diz que "todos terão uma palavra a dizer".

No tempo, apesar de a semana ainda poder trazer chuviscos, o fim de semana será de calor. Nos primeiros dias de outubro as temperaturas podem mesmo superar os 30 graus em vários territórios do continente.

A fechar, debateu-se esta quarta-feira no Parlamento o estado da União Europeia, com enfoque na ameaça russa ao ressurgimento do fascismo.

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