Conselho hospitalar de Lisboa e Vale do Tejo não subscreve preocupação de médicos

Entre Luís Pisco e os chefes de equipa do serviço de urgência há uma diferença de interpretação: "O que nos separa é a apreciação da gravidade."

O presidente do conselho diretivo da administração regional de Lisboa e Vale do Tejo garante que os cuidados de saúde não estão em causa no Centro Hospitalar Lisboa Norte, apesar de esta quinta-feira os 21 chefes de equipa do serviço de urgência terem alertado que a falta de médicos está a colocar em causa a assistência aos doentes.

Ouvido no Fórum TSF esta manhã, Luís Pisco assegura que a segurança dos doentes não está em causa. "Não subscrevo que esteja em causa a segurança dos doentes. Recuso-me sequer a admitir essa hipótese. As pessoas que estão lá são profissionais responsáveis por quem temos o maior apreço."

O presidente do conselho diretivo da administração da região de Lisboa e Vale do Tejo admite, no entanto, que há "questões organizacionais que precisam de ser resolvidas". "Se os profissionais no terreno se queixam haverá alguma coisa que não está bem. Temos de a resolver", constata.

Entre Luís Pisco e os chefes de equipa do serviço de urgência há uma diferença de interpretação: "O que nos separa é a apreciação da gravidade."

A administração hospitalar de Lisboa Norte manifestou em comunicado estar preocupada em conseguir médicos para as urgências, principalmente aos fins de semana, mas Luís Pisco adianta, ainda no Fórum TSF, que para já não haverá qualquer reunião com os chefes de equipa do serviço de urgência.

Luís Pisco aproveitou ainda para alertar para que a capital e as periferias sejam uma das áreas mais afetadas por esta falta de profissionais. "Hoje em dia o interior do país é em Lisboa e Vale do Tejo. Em relação aos médicos de família é exatamente a mesma coisa."

"O local onde faltam mais médicos de família não é em Bragança nem no Alentejo, nem nalgumas zonas onde pensaríamos que seria mais difícil. É de facto em Lisboa e Vale do Tejo", constata Luís Pisco, que explica ainda que isto acontece "também porque as necessidades são muito maiores" e porque hoje "viver numa grande cidade não é tão atrativo como há uns anos".

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