Polémica do Zmar acaba com "proprietários satisfeitos" e até uma "vitória do Governo"

Uma "vitória nossa e do Governo". É assim que o advogado que representa um grupo de proprietários das casas no complexo do Zmar caracteriza o avanço que foi conseguido na última noite e que desfaz o impasse em torno de uma possível requisição civil.

"Conseguimos encontrar um acordo que satisfaz todas as partes." Nuno Silva Vieira, o advogado que representa um grupo de proprietários das casas no complexo do Zmar, não podia estar mais satisfeito com o desfecho do caso que opôs os moradores ao Governo, quando foi decretada a requisição civil, no período mais crítico da pandemia no concelho de Odemira.

Depois de uma batalha jurídica, foi assinado na noite passada um acordo para a cedência temporária do Zmar até 30 de junho. Até essa data, os proprietários vão auferir 100 euros por dia, pela cedência das 34 casas que constam do contrato.

Em declarações à TSF, o advogado Nuno Silva Vieira elogia o bom senso e fala numa conquista para o país. "É uma vitória de todos nós, até do Governo, porque, se algo correu mal no início, isso foi ultrapassado agora por todas as partes", garante, revelando que "os proprietários estão bastante satisfeitos, porque foram feitas as coisas com sensatez".

Esta é a sensatez que "vai permitir a abertura do Zmar no verão, aos turistas" e que dá por ultrapassado o problema de anulação de reservas, que foi "drástico", rememora o advogado. "O Zmar teve mais de 400 anulações de reservas, e agora, com este acordo, há aqui uma nova oportunidade para o Zmar."

O Governo concordou com o pagamento de cem euros por casa, um valor que Nuno Silva Vieira considera justo, e que vai ajudar nas contas do empreendimento, até porque "os quartos e as casas no Zmar têm despesas associadas, de manutenção".

"Tem de haver um valor justo. Não poderia ser um pagamento nem de 30 nem de 40 euros. Cem euros por noite, relativamente à disponibilidade das 34 casas, parece-me muito bem." A manifesta satisfação de Nuno Silva Vieira prende-se com o pagamento das 34 casas, independentemente de estarem ou não ocupadas, mas também com a abertura aos turistas, o destino e o foco final que já acenam no horizonte dos proprietários.

Com o acordo assinado com o Executivo, é revogada a requisição civil que tinha sido decretada no final de abril.

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