Coronavírus: problemas no abastecimento de medicamentos "podem surgir"

A ministra da Saúde admite que o abastecimento de medicamentos pode ser comprometido, por problemas "ainda não registados, mas que podem surgir".

Está em causa o facto de "muitas empresas [e] muitas indústrias e uma parte da indústria farmacêutica terem na sua produção países de regiões mais afetadas", pelo coronavírus. Por essa razão, a ministra admite que há problemas que "podem surgir".

Como precaução, o conjunto dos países europeus estão "em coordenação", para avaliar eventuais falhas e "fazerem aquisições conjuntas de equipamentos de proteção".

Nesta fase, as autoridades europeias agem numa base da prevenção. Portugal está já a distribuir "desde domingo", panfletos informativos nos voos com ligações à China, mas a ministra admite a possibilidade das medidas serem intensificados, estando em estudo um modelo de registo do percurso dos viajantes.

"Aquilo que estamos agora a equacionar é também a utilização de no fundo de formulários de identificação de contactos recentes dos passageiros", revelou à margem da reunião de emergência dos ministros europeus da Saúde, acreditando que "essa decisão será tomada".

No mesmo encontro foram debatidas os vários níveis de coordenação na Europa. Por agora não foram equacionadas medidas de contenção da doença, como o encerramento de fronteiras, mas a hipótese não está excluída.

"Essa medida não está neste momento em cima da mesa", vincou a ministra, admitindo, porém, que "poderá, noutra fase, ser equacionada". Mas, neste momento "não está em cima da mesa.

Relativamente aos períodos de quarentena, agora que foi divulgado um estudo que aponta para um período de incubação do vírus de 24 dias, e não de 14, como se julga ser o mais provável, Marta Temido considera que "um estudo" não constitui a evidência científica necessária para alterar o padrão seguido a nível internacional.

"Aquilo que os países estão a fazer, em termos de isolamento, é um isolamento do tipo daquele que está a ser feito em Portugal ou seja dos 14 dias", disse, vincando que "há um único estudo nesse sentido", de apontar para um período de incubação mais extenso. Por isso, "não parece ainda aquilo que é evidente e que temos neste momento que haja necessidade de outras medidas em relação aos mecanismos europeus, que existem".

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