Covid-19 cresce em todas as idades e variante Delta já representa 70% dos casos

Portugal está a seis dias de chegar à linha vermelha de 240 casos por 100 mil habitantes, uma fasquia já quebrada em Lisboa e no Algarve.

O aumento de casos de Covid-19 em Portugal já está a afetar todas as idades, incluindo os mais velhos que já estão quase todos vacinados contra a infeção. Esta é uma das conclusões do relatório semanal das linhas vermelhas, divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) que também indica que a variante Delta (com origem na Índia) já representa 70% dos casos diagnosticados em Portugal.

O documento revela que ao ritmo das últimas semanas o país vai demorar apenas 6 dias a chegar à linha de 240 novos casos por 100 mil habitantes, um limiar que já foi ultrapassado no Algarve e em Lisboa e Vale do Tejo.

Na região da capital, 86% das camas dos cuidados intensivos estão hoje ocupadas, a pressão nos serviços de saúde de todo o país tem aumentado e maioria dos internados tem entre 40 e 59 anos.

O relatório também afirma que a incidência da infeção tem aumentado em todos os grupos etários.

Nomeadamente, +34% nos maiores de 80 anos, que estão praticamente todos vacinados; +45% dos 70 aos 79 anos e +29% dos 60 aos 69 anos, apesar dos mais velhos ainda revelarem uma incidência inferior da infeção na comparação com as idades mais jovens.

A variante Delta, que ainda há dias estava com uma prevalência de 56%, voltou a escalar e já chegou aos 70%. Ou seja, mais de dois em cada três casos de Covid-19 detetados em Portugal são desta variante com origem na Índia.

Segunda a DGS, o atual número de novos casos de infeção por SARS-CoV-representa uma taxa de incidência de 200 casos por 100 mil habitantes, com tendência crescente.

Os cuidados de saúde ainda têm, contudo, margem nos cuidados intensivos, estando ocupadas 47% (mais 4 pontos percentuais que na semana passada) das camas disponíveis em todo o país.

Em resumo, o relatório diz que "a análise dos diferentes indicadores mostra uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de elevada intensidade e tendência crescente, disseminada em todo o país - atualmente com maior impacto na região de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve, associada à disseminação crescente da variante Delta, que é dominante em Portugal continental".

"No último mês, o aumento da atividade epidémica tem condicionado um aumento gradual na pressão dos cuidados de saúde, em especial na ocupação dos Cuidados Intensivos", conclui o documento.

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