Covid-19. Europa faz avaliação rápida de medicamento para evitar internamentos

Espera-se que medicamento reduza a capacidade do vírus para entrar nas células.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) vai começar a fazer uma avaliação mais rápida de um novo fármaco contra a Covid-19.

Em causa um medicamento com anticorpos destinado a doentes com sintomas moderados e que já tem uma aprovação provisória na Coreia do Sul.

Até hoje, recorde-se, só há dois medicamentos aprovados contra o coronavírus e nenhum é 100% eficaz - o remdesivir e a dexametasona.

O processo de avaliação agora anunciado pela EMA, mais rápido que o normal (a chamada rolling review), costuma ser usado em fármacos considerados promissores no combate a uma doença durante uma situação de emergência na saúde pública - um procedimento idêntico ao que foi utilizado recentemente para aprovar as vacinas contra a Covid-19.

O tratamento desenvolvido pela empresa Celltrion, da Coreia do Sul, tem por nome regdanvimab, e usa um anticorpo monoclonal, ou seja, um tipo de proteína que se agarra à proteína spike ('espigão') do SARS-CoV-2 que causa o desenvolvimento da doença em parte dos infetados.

Na prática, este tratamento à base de anticorpos é uma espécie de proteção que reduz a capacidade do vírus para entrar nas células dos pacientes.

A esperança da EMA é que o medicamento se destine aos doentes com sintomas moderados reduzindo os casos de hospitalização provocados pela pandemia.

O fármaco agora em avaliação no Velho Continente já foi aprovado na Coreia do Sul, mas a EMA avisa que ainda é cedo para tirar conclusões sobre os riscos e benefícios do regdanvimab.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A COVID-19

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de